quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

STOP

Por uns tempos, espero eu, não posso "blogar" motivos de saúde assim me obrigam.
Obrigada a todos que por aqui passam.
Beijinhos,
Maria Pedrógão

domingo, 11 de janeiro de 2009

Da janela sul...

já não há dunas...


Autores

Um Oásis No Momento

se vieres à minha procura
estou atrás do lugar que não existe
atrás do lugar que não existe há um lugar
atrás do lugar que não existe
são as veias do ar cheias de mensageiros
que trazem notícias da mai longínqua florida flor da terra
na face da areia estão traçadas as marcas do cavalo de um cavaleiro gracioso
que de manhã subiu ao cimo da montanha de Ascensão
atrás do lugar que não existe está aberto o leque dos desejos
tocam as campainhas de chuva para que a brisa sequiosa possa chegar ao cimo
de uma folha das campainhas da chuva que tocam
aqui o Homem está só
e nesta solidão a sombra de um ulmeiro flui para a eternidade
se vieres à minha procura
vem devagar e suavemente para não quebrar a porcelana da minha solidão.

Sohrâb Sepehry
(1928-1980)

sábado, 10 de janeiro de 2009

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

3

esta janela...



quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

2

nesta janela...

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

1

naquela janela...

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

1 2 3, diz outra vez!

O Grupo Coral Aqui Vem Cantar - As Janeiras

Nesta casa tão bonita
Gente nobre aqui mora
Venha-nos dar a Janeira
Não nos deixe ir embora

O Grupo Coral aqui vem cantar
Dar as boas festas
Bom ano desejar

Ó senhora desta casa
Sentadinha à lareira
Chegue-se aqui à porta
Não se esqueça da carteira

O Grupo Coral aqui vem cantar
Dar as boas festas
Bom ano desejar

A todos muito obrigado
Desejamos Boas Festas
Senhora da Graça ajude
A pessoas como estas

O Grupo Coral aqui vem cantar
Dar as boas festas
Bom ano desejar


O Grupo Coral de Carreço/Viana do Castelo
Letra: Henriqueta Santos / Maria do Carmo Lomba

domingo, 4 de janeiro de 2009

Outra Janela...

quando o verde toca o Céu...

sábado, 3 de janeiro de 2009

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Voz do Povo


Tudo na vida quer tempo e medida...

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

Da janela sul...


ousar passar

Autores

Poema para Iludir a Vida

Tudo na vida está em esquecer o dia que passa.
Não importa que hoje seja qualquer coisa triste,
um cedro, areias, raízes,
ou asa de anjo
caída num paul.
O navio que passou além da barra
já não lembra a barra.
Tu o olhas nas estranhas águas que ele há-de sulcar
e nas estranhas gentes que o esperam em estranhos portos.

Hoje corre-te um rio dos olhos
e dos olhos arrancas limos e morcegos.
Ah, mas a tua vitória está em saber que não é hoje o fim

e que há certezas, firmes e belas,
que nem os olhos vesgos
podem negar.
Hoje é o dia de amanhã.

Fernando Namora
«Mar de Sargaços»

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Outra Janela...


Não te direi
da névoa em meus olhos
De umas mãos frias da ausência
não te direi

Maria Albertina Mitelo

sábado, 27 de dezembro de 2008

Outra Janela...

Passos

Nas minhas mãos cabe-me o mundo. Em cada palavra que te lanço na linha
turva dos trilhos. No baloiçar dos tempos. Na plenitude das memórias.

Quem és tu? Qual a força dos teus olhos? Sabes a quê?

Pergunto-me vezes sem conta (quem sabe demais) por onde andarei.


Pedro Branco

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Outra Janela...

a casa da montanha

Construíste na montanha a tua casa,
escondida a meia encosta, apartada
da cidade dos homens e distante
de todas as tuas outras casas.

É lá teu refúgio, é lá que guardas
o que mais vale em ti, o que mais prezas:
Farrapos de arco-íris, uns quantos raios
de luz, alguns cheiros da terra, do feno e
dos cavalos. Muitas danças: danças de
animais e homens, sinfonias de corpos, de
nervos e de músculos. Vários sons do ar
e canções de cristal encostadas a
um punhado de palavras plenas de sentidos.
É para aí que vais quando precisas
de fugir do mundo para te encontrares
contigo. Ai te bastas tu e o teu espírito e
o velho bordão de oliveira brava.

Aí te bastas; mas manténs a porta aberta
e muitos presentes preparados. De vez em quando,
lanças os olhos longe no caminho, esperas ouvir
os improváveis passos doutros caminheiros.

Vasco Pontes


sábado, 20 de dezembro de 2008

A Todos...

Aldeia do Sabugueiro

Desejo um FELIZ NATAL, todos os dias...


Maria Pedrógão


sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Outra Janela...

Torga,
O pulsar das montanhas,
sente-se
nas tuas palavras,
cobertas
por pedaços de granito
utilizados para disfarçar a revolta,
e dor e a indignação,
de viveres num país confuso,
quase parado
que finge estar em revolução,
e é, constantemente, adiado...

Luís Alves Milheiro

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Da janela norte...

cuida de mim
não me cures
porque se me curares
deixas de te preocupar comigo
eu
que te afligia
porque se me cuidares
continuas a olhar
por mim
sem fim

Daniel Sant'Iago

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Outra Janela...


Amor como em Casa

Regresso devagar ao teu
sorriso como quem volta a casa. Faço de conta que
não é nada comigo. Distraído percorro
o caminho familiar da saudade,
pequeninas coisas me prendem,
uma tarde num café, um livro. Devagar
te amo e às vezes depressa,
meu amor, e às vezes faço coisas que não devo,
regresso devagar a tua casa,
compro um livro, entro no
amor como em casa.

Manuel António Pina

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Silêncios...III

...,

Autores

Dizem, meu amor, que neste inverno os ventos
passarão a mão pela seara e levarão o trigo;
que os dias serão escuros e frios - e tão curtos
que neles não caberá paixão alguma, por pequena
que seja. Contam que punhais de chuva se abaterão
sobre os pomares; e que as árvores crescerão
como feixes de serpentes, procurando ganhar
desesperadamente o céu. E acrescentam que

os pássaros adivinham tudo isto e que por isso
se calam de manhã - ouço-os bater as asas
num aceno triste; partem para o sul, dizem,
se dizem a verdade.

Só a casa ficará de pé a olhar a planície. E
dentro dela os sonhos e as recordações do verão -
retratos dos lugares que nunca visitámos, uma camisa
de linho no espaldar da cadeira, um livro para sempre
interrompido sobre a cama. Ouvíamos uma canção triste
na grafonola velha. Dançaríamos o ano inteiro, disseram
uma noite ao ver-nos atravessar a sombra da lua.
Ignoravam, então, o inverno.

Maria do Rosário Pedreira
A Casa e o Cheiro dos Livros

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Silêncios...II

...,

Autores

Pareço egoísta àqueles que, por um egoísmo absorvente, exigem a dedicação dos outros como um tributo.

Fernando Pessoa

domingo, 7 de dezembro de 2008

Silêncios...I

...,


Autores

O Poeta é um Guardador

o poeta é um guardador

guarda a diferença
guarda da indiferença

no incerto
guarda a certeza da voz

Ana Hatherly

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Outra Janela...


tudo era infinito em teu redor
e a harmonia transbordava no silêncio
profundo da tua voz de espuma

Carlos Frias de Carvalho
«Poema a uma deusa índia»

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Da janela norte...

amanhecia a aldeia...


voz do povo


A casa e o ninho, o mais pequenino...

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Outra Janela...

... que comece Dezembro!

Autores

Poema para Iludir a Vida

Tudo na vida está em esquecer o dia que passa.
Não importa que hoje seja qualquer coisa triste,
um cedro, areias, raízes,
ou asa de anjo
caída num paul.
O navio que passou além da barra
já não lembra a barra.
Tu o olhas nas estranhas águas que ele há-de sulcar
e nas estranhas gentes que o esperam em estranhos
[portos.

Hoje corre-te um rio dos olhos
e dos olhos arrancas limos e morcegos.
Ah, mas a tua vitória está em saber que não é hoje
[o fim

e que há certezas, firmes e belas,
que nem os olhos vesgos
podem negar.
Hoje é o dia de amanhã.

Fernando Namora
«Mar de Sargaços»

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Bom fim-de-semana...xl


Um idealista é um homem que, partindo de que uma rosa cheira melhor do que uma couve, deduz que uma sopa de rosas teria também melhor sabor...


Ernest Hemingway



quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Da janela norte...

não são dunas...

Autores

Silêncio, Nostalgia...

Silêncio, nostalgia...
Hora morta, desfolhada,
sem dor, sem alegria,
pelo tempo abandonada.

Luz de Outono, fria, fria...
Hora inútil e sombria
de abandono.
Não sei se é tédio, sono,
silêncio ou nostalgia.

Interminável dia
de indizíveis cansaços,
de funda melancolia.
Sem rumo para os meus passos,
para que servem meus braços,
nesta hora fria, fria?

Fernanda de Castro
«Trinta e Nove Poemas»

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Outra Janela...

foi hoje à tardinha...

Autores

O mistério nem sempre cresce no desconhecido, porque o desconhecido é muitas vezes só isso: pode crescer no conhecido, quando é o seu terrível espanto. O impossível nem sempre nasce do que se não tem, porque o milagre do futuro se acredita: o impossível quase sempre nasce do que se tem, porque se tem e se espera ainda...

Vergílio Ferreira
«Estrela Polar»

domingo, 23 de novembro de 2008

Da janela norte...

entradas no tempo

voz do povo


O tempo é mestre


sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Bom fim-de-semana...

Mesa dos Sonhos

Ao lado do homem vou crescendo

Defendo-me da morte quando dou
Meu corpo ao seu desejo violento
E lhe devoro o corpo lentamente

Mesa dos sonhos no meu corpo vivem
Todas as formas e começam
Todas as vidas
Ao lado do homem vou crescendo

E defendo-me da morte povoando
De novos sonhos a vida

Alexandre O'Neill,


terça-feira, 18 de novembro de 2008

Outra Janela...

entre afectos e afagos, Outono-me...


segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Autores

Acontecer

Aproveitando a nesga do silêncio
sentamo-nos no prado verde-luz
e varremos o céu com os olhos de água.
No entrelaçar dos dedos magoados,
aprisionamos desejos de regressos.
Ofertamos os ombros à neblina
o gosto de gengibre pela boca.

Por vezes acontece um fim de tarde assim-
a sombra do salgueiro a afagar-nos a nuca,
o sono de menino a embalar-nos o colo.

Tão breve, tão breve este sangrar do dia.


Foi no sábado, o "acontecer" deste livro, a Licínia está de parabéns, naturalmente...

A tarde entre Amigos foi belíssima...

domingo, 16 de novembro de 2008

Outra Janela... I

nas eras do meu Outono...

voz do povo


A amizade é o porto da vida.

Da janela sul...

Eu encontro-me sempre perto do mar, só ali as lágrimas são mais salgadas que as do meu rosto...

Um comentário feito aqui:
O Cheiro da Ilha

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Da janela sul...


hoje não há palavras, legenda, título...

Hoje dia 13, vou juntar as vossas palavras: abandonado; solitário; mil palavras; realizações; à deriva; nostalgia; cinzento;belo; fundeado; ...

Autores

Esta noite o vento ceifa os bosques e
uma raiva sacode a terra. Se a voz
do mar chamasse pelas velas, os estreitos
aguardariam um naufrágio. E se dissesses
o meu nome eu morreria de amor.

Devo, por isso, afastar-me de ti - não
por medo de morrer (que é de já não
o ter que tenho medo), mas porque a chuva
que devora as esquinas é a única canção
que se ouve esta noite sobre o teu silêncio.

Maria do Rosário Pedreira
«O Canto do Vento nos Ciprestes »

Da janela norte...

na outra margem, o monte...


terça-feira, 11 de novembro de 2008

... era uma vez

O porquê do "Verão" de S. Martinho

Hoje que é o seu dia, 11 de Novembro.
Conta a lenda que um cavaleiro romano andava a fazer a ronda, viu um velho mendigo cheio de fome e frio, quase sem roupa,e...o dia estava chuvoso e frio - logo - o velhinho estava encharcado. O cavaleiro, de seu nome Martinho, que era bondoso e gostava de ajudar as pessoas mais pobres, ao ver aquele mendigo, ficou cheio de pena e cortou a sua grossa capa ao meio, com a espada.
Depois deu a metade da capa ao mendigo e partiu.
Passado algum tempo a chuva parou e apareceu no céu um lindo Sol.
O "Verão" de S. Martinho.