domingo, 5 de abril de 2009

Da janela sul...

a forma do tempo

Autores

Forma Justa
Sei que seria possível construir o mundo justo
As cidades poderiam ser claras e lavadas
Pelo canto dos espaços e das fontes

O céu o mar e a terra estão prontos
A saciar a nossa fome do terrestre
A terra onde estamos — se ninguém atraiçoasse — proporia
Cada dia a cada um a liberdade e o reino
— Na concha na flor no homem e no fruto
Se nada adoecer a própria forma é justa
E no todo se integra como palavra em verso
Sei que seria possível construir a forma justa
De uma cidade humana que fosse
Fiel à perfeição do universo


Por isso recomeço sem cessar a partir da página em branco
E este é meu ofício de poeta para a reconstrução do mundo


Sophia de Mello Breyner Andresen

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Da janela norte...


O poema não é feito dessas letras que eu espeto como pregos, mas do branco que fica no papel.

Paul Claudel

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Dia Internacional do Livro Infantil

Desde 1967, na data de aniversário de Hans Christian Andersen, 2 de Abril, é celebrado o Dia Internacional do Livro Infantil, com o objectivo de promover o gosto pela leitura e evidenciar os livros infantis.


Esta capa é dos primeiros livros, já "velhinho" mas guardado na caixinha das recordações porque é/foi importante, assim se cria o gosto pela leitura, desde pequenos...

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Autores

A mentira é uma verdade que se esqueceu de acontecer.

Mário Quintana

Será?!...

terça-feira, 31 de março de 2009

segunda-feira, 30 de março de 2009

Outra Janela...

mal-me-quer-bem-me-quer-muito-pouco-nada...

1 2 3, diz outra vez!

Malmequer, bem me quer

Malmequer, bem me quer
Malmequer, bem me quer, muito, pouco, nada.
Eu gosto de ti do sol e do mar.
E de todos os meninos, que vejo a brincar.
Malmequer, bem me quer, muito, pouco, nada...

Cantilena tradicional.

domingo, 29 de março de 2009

Partilhas...

O Pedro S. Martins solicitou-me a "utilização" de uma fotografia no seu blogue, claro que a minha resposta foi positiva,a esta partilha entre bloguistas dou valor, a este convívio saudável, são também estes gestos que justificam a existência da Casa, além disso é um prazer saber que o nosso olhar desperta algo nos outros...
A imagem foi esta:


Estremece a casa desde o chão
a transbordar vida verdejante
até à chaminé
desafiando o destino a viver em cima
de um fio quente.

Assim começam as palavras do Pedro,
depois continuam aqui: Escara Voltaica.

quinta-feira, 26 de março de 2009

Autores

Chegaste

Chegaste! E compreendemo-nos calados.
Fico tranquila, sob o teu olhar,
Como criança ao sol, que faz brilhar
De alegria os seus olhos deslumbrados.

Errei, nos meus receios infundados!
Mas, de tudo, o que dá maior pesar
É termos, tu e eu, podido estar,
Sequer por momentos, separados.

Fica junto de mim; e, se o receio
No meu peito se erguer, põe de permeio
Teu grande coração, serenamente.

Fortalece, co'o teu, o meu pensar,
Que, sem ti - ave tímida, a voar
Num céu deserto -, treme, intimamente.


Sonetos Portugueses
Elizabeth Barret Browning
Trad. de Manuel Corrêa de Barros

quarta-feira, 25 de março de 2009

3 anos...

A Casa de Maio,
para mim um abrigo:

do Lat. apricus.

m.,
resguardo, amparo, protecção;
refúgio;
guarida;
porto;
baía;
enseada.

Obrigada a todos os Amigos desta Casa.
Maria Pedrógão.

segunda-feira, 23 de março de 2009

Da janela norte...

tomba o tempo, tomba...

domingo, 22 de março de 2009

Voz do Povo


Março amoroso faz o ano formoso...

sábado, 21 de março de 2009

Neste dia...

A Poesia é o perfume da literatura.


Digo eu...

sexta-feira, 20 de março de 2009

Outra Janela...


Nada entre nós tem o nome da pressa.
Conhecemo-nos assim, devagar, o cuidado
traçou os seus próprios labirintos. Sobre a pele
é sempre a primeira vez que os gestos acontecem. Porém,

se se abrir uma porta para o verão, vemos as mesmas coisas-
o que fica para além da planície e da falésia; a ilha,
um rebanho, um barco à espera de partir, uma palavra
que nunca escrevemos. Entre nós

o tempo desenha-se assim, devagar.
Daríamos sempre pelo mais pequeno engano.

Maria do Rosário Pedreira
«A Casa e o Cheiro dos Livros»

quarta-feira, 18 de março de 2009

Da janela norte...

era uma vez ...

terça-feira, 17 de março de 2009

domingo, 15 de março de 2009

Outra Janela...

ainda janela...

Autores

A solidão não é forçosamente negativa, pelo contrário, até me parece um privilégio. Talvez a minha solidão seja excessiva, mas eu detestei sempre as coisas mundanas. Estar com as pessoas apenas para gastar as horas é-me insuportável.

Eugénio de Andrade
«Rosto Precário»

sexta-feira, 13 de março de 2009

Bom fim-de-semana...


O beijo é uma estrofe, que duas bocas rimam...

Neto, Coelho

quarta-feira, 11 de março de 2009

Da Janela Sul...

entre o (a)mar


Autores

Viver na Beira-Mar

Nunca o mar foi tão ávido
quanto a minha boca. Era eu
quem o bebia. Quando o mar
no horizonte desaparecia e a areia férvida
não tinha fim sob as passadas,
e o caos se harmonizava enfim
com a ordem, eu
havia convulsamente
e tão serena bebido o mar.

Fiama H. Pais Brandão

terça-feira, 10 de março de 2009

Desafio, outro...

A menina Maripa do blogue, O Mar Me Quer... resolveu desafiar-me para revelar seis coisas aleatórias sobre mim.

Devo observar as seguintes regras:
Linkar a pessoa que me indicou.
Escrever as regras do meme no meu blog.
Indicar mais seis pessoas colocando os links no final do post.

As minhas 6:

- 2 confissões:
Adoro caminhar pela manhã junto ao mar.
Gosto de visitar a minha "santa terrinha".

- 2 revelações:
Sou bastante teimosa!
Sou terrivelmente ciumenta!

- 2 desejos:
Um dia fazer teatro.
Um dia viajar sem horários, e sem rumo.


2 confissões + 2 revelações + 2 desejos = 6 Já está!:)

Agora passar a bola...

A Kind of Magic II

As velas ardem...

Fotos em Experiência

O Cheiro da Ilha

Pitanga Doce

Rosa dos Ventos

E 6 meninas estão convidadas a jogar!

segunda-feira, 9 de março de 2009

Da janela sul...

na porta da saudade...

Apetece-me...

Falo de Ti às Pedras das Estradas

Falo de ti às pedras das estradas,
E ao sol que e louro como o teu olhar,
Falo ao rio, que desdobra a faiscar,
Vestidos de princesas e de fadas;

Falo às gaivotas de asas desdobradas,
Lembrando lenços brancos a acenar,
E aos mastros que apunhalam o luar
Na solidão das noites consteladas;

Digo os anseios, os sonhos, os desejos
Donde a tua alma, tonta de vitória,
Levanta ao céu a torre dos meus beijos!

E os meus gritos de amor, cruzando o espaço,
Sobre os brocados fúlgidos da glória,
São astros que me tombam do regaço!

Florbela Espanca

domingo, 8 de março de 2009

Outra Janela...


Não se nasce mulher: torna-se.

Simone de Beauvoir

sexta-feira, 6 de março de 2009

Autores

Quase todos os homens vivem inconscientemente no tédio. O tédio é o fundo da vida, foi o tédio que inventou os jogos, as distracções, os romances e o amor...


Miguel Unamuno
«Brumas»

Será?!...

quinta-feira, 5 de março de 2009

Confesso 3 mentiras...


1 - Adoro o Noddy!

2 - Não gosto de arroz-doce. Mentira!:))

3 - Sou pontual.

4 - Não gosto de viajar de comboio. Mentira!:))

5 - Gostava de ter sido jornalista.

6 - Gosto de almoçar sozinha.

7 - No cinema não gosto de comer pipocas. Mentira!:))

8 - Adoro café.

9 - Sou madrinha de duas meninas.

Uma pessoa acertou nas 3 mentirinhas, parabéns Luís!!
E obrigada Oris, foi muito giro!:)

terça-feira, 3 de março de 2009

Desafio


Desafiada pela menina Oris - Fotos em Experiência - recebo esta proposta: escrever 9 coisas sobre mim, mas 3 têm que ser mentira!
Aceito.

Depois é só adivinharem as minhas 3 mentirinhas…
Aqui vai:

1 - Adoro o Noddy!
2 - Não gosto de arroz-doce.
3 - Sou pontual.
4 - Não gosto de viajar de comboio.
5 - Gostava de ter sido jornalista.
6 - Gosto de almoçar sozinha.
7 - No cinema não gosto de comer pipocas.
8 - Adoro café.
9 - Sou madrinha de duas meninas.

E agora:
Aceita o desafio, 1,2,3 é a tua vez!

domingo, 1 de março de 2009

Outra Janela...

calidamente gelada....

Autores

Esta manhã encontrei o teu nome

Esta manhã encontrei o teu nome nos meus sonhos
e o teu perfume a transpirar na minha pele. E o corpo
doeu-me onde antes os teus dedos foram aves
de verão e a tua boca deixou um rasto de canções.

No abrigo da noite, soubeste ser o vento na minha
camisola; e eu despi-a para ti, a dar-te um coração
que era o resto da vida - como um peixe respira
na rede mais exausta. Nem mesmo à despedida

foram os gestos contundentes: tudo o que vem de ti
é um poema. Contudo, ao acordar, a solidão sulcara
um vale nos cobertores e o meu corpo era de novo
um trilho abandonado na paisagem. Sentei-me na cama

e repeti devagar o teu nome, o nome dos meus sonhos,
mas as sílabas caíam no fim das palavras, a dor esgota
as forças, são frios os batentes nas portas da manhã.

Maria do Rosário Pedreira

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Da janela norte...

o cheiro do monte

Voz do Povo


O passado dá saudades, o presente, dissabores e o futuro, receios...

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Outra Janela...

na tua varanda


terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

I - Cartas d' Avó

Alentejo,
20 de Janeiro de 1977

Olá minha neta,
hoje tenho pouco para te contar, faz frio por aqui, frio como um raio! Tenho a fogueira acesa, o tio arranjou troncos bem grossos, vão arder toda a noite.
Mas isto é só conversa, pouco interessa, quero é saber de ti, espero que tenhas poucos erros nos ditados e estuda bem as contas.
Ah! é verdade, a galinha, a castanha, já chocou os ovos, 8 pintos já cantam!
Agora chega de paleio, espero notícias tuas...

beijinhos,
d'avó.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Da janela sul...

(quero) uma pequena flor...

Autores

Sítio Exacto

Sei que não acaba
o teu prazer,
nem o meu.

Alguém
ama connosco
e nos leva
ao sítio exacto
das estações.

Nem o sono
depois nos pertence,
quinhão de outros
herdado após amarem.

António Osório
«O Lugar do Amor»


quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Outra Janela...

ao canto

Voz do Povo


Ao Fevereiro e ao rapaz, perdoa tudo quanto faz.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Livros


"A verdade, como o silêncio existe apenas onde não estou. O silêncio existe por trás das palavras que se animam no meu interior, que se combatem,se destroem e que, nessa luta, abrem rasgões de sangue dentro de mim. Quando penso, o silêncio existe fora daquilo que penso. quando páro de pensar e me fixo, por exemplo, nas ruínas de uma casa, há vento que agita as pedras abandonadas desse lugar, há vento que trás sons distantes e, então, o silêncio existe nos meus pensamentos. Intocado e intocável. Quando volto aos meus pensamentos, o silêncio regressa a essa casa morta. É também aí, nessa ausência de mim, que existe a verdade."
Peixoto, José Luís; Cemitério de Pianos, pp123.

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Da janela norte...

qual o tom...

Autores

Quem Sonha Mais?

Quem sonha mais, vais-me dizer —
Aquele que vê o mundo acertado
Ou o que em sonhos se foi perder?

O que é verdadeiro? O que mais será —
A mentira que há na realidade
Ou a mentira que em sonhos está?

Quem está da verdade mais distanciado —
Aquele que em sombra vê a verdade
Ou o que vê o sonho iluminado?

A pessoa que é um bom conviva, ou esta?
A que se sente um estranho na festa?

Alexander Search

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Outra Janela...

ao ir na maré dos (teus) oceanos...

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Da janela sul...

olhar de novo o meu (a)mar...

Voz do Povo

Acreditar em tudo é tolice,
mas não acreditar em coisa alguma tolice é...

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Outra Janela...

olhar de novo...

Autores

Olhar e Sentir

Olhar e sentir
por dentro do corpo a massa de que é feito o avesso dele.
Ossos músculos nervos veias
tudo o que está no corpo e mundo é
a pintura contém e depõe na tela e
se acaso aí o pintor deixou reservas
nesse sem nada o avesso do mundo se
recolhe e mostra a face.

Júlio Pomar

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

No regresso...

A todos os que aqui deixaram uma palavra amiga, de carinho e apoio, o meu sincero agradecimento.
Regresso, devagar...

Beijinho a todos,
Maria P.