Um Homem percorre o mundo inteiro em busca daquilo que precisa e volta a casa para encontrá-lo. "George Moore"
domingo, 26 de abril de 2009
sexta-feira, 24 de abril de 2009
quinta-feira, 23 de abril de 2009
Os Livros...
Eu devia este livro a essa majestade verde, soberba e enigmática que é a selva amazónica, pelo muito que nela sofri durante os primeiros anos da minha adolescência e pela coragem que me deu para o resto da vida. E devia-o, sobretudo, aos anónimos desbravadores, que viriam a ser meus companheiros, meus irmãos, gente humilde que me antecedeu ou acompanhou na brenha, gente sem crónica definitiva, que à extracção da borracha entregava a sua fome, a sua liberdade e a sua existência. Devia-lhes este livro, que constitui um pequeno capítulo da obra que há-de registar a tremenda caminhada dos deserdados através dos séculos, em busca do pão e da justiça.Ferreira de Castro
Etiquetas:
A Selva,
Dia Mundial do Livro,
Ferreira de Castro
segunda-feira, 20 de abril de 2009
Autores
Depois de tudo, fica a lembrança dos lugares e
dos seus nomes; dos quartos virados a poente
onde as imagens do rio nunca se repetem nas janelas
e todos os enredos são consentidos sobre as camas.
Ao fundo, havia um armário de madeira com espelho
onde as nossas roupas trocavam de perfume
para que os dias se vestissem sempre melhor.
E, sobre a cómoda, num espelho mais antigo,
a tarde reflectia algumas das alegrias da infância.
Não era o quarto de nenhum de nós,
mas a ele regressávamos sempre com a pressa
de quem anseia os cheiros quentes e antigos
da casa conhecida; como quem espera ser aguardado.
Pressenti, porém, que não era eu quem aguardavas:
uma noite, pedi-te mais um cobertor em vez de um abraço.
Maria do Rosário Pedreira
«A Casa e o Cheiro dos Livros»
dos seus nomes; dos quartos virados a poente
onde as imagens do rio nunca se repetem nas janelas
e todos os enredos são consentidos sobre as camas.
Ao fundo, havia um armário de madeira com espelho
onde as nossas roupas trocavam de perfume
para que os dias se vestissem sempre melhor.
E, sobre a cómoda, num espelho mais antigo,
a tarde reflectia algumas das alegrias da infância.
Não era o quarto de nenhum de nós,
mas a ele regressávamos sempre com a pressa
de quem anseia os cheiros quentes e antigos
da casa conhecida; como quem espera ser aguardado.
Pressenti, porém, que não era eu quem aguardavas:
uma noite, pedi-te mais um cobertor em vez de um abraço.
Maria do Rosário Pedreira
«A Casa e o Cheiro dos Livros»
domingo, 19 de abril de 2009
quinta-feira, 16 de abril de 2009
quarta-feira, 15 de abril de 2009
terça-feira, 14 de abril de 2009
Autores
Há momentos infelizes em que a solidão e o silêncio se tornam meios de liberdade.
Paul Valéry
Será?...
Paul Valéry
Será?...
segunda-feira, 13 de abril de 2009
Autores
Há muito que a noite desceu. Os nossos ouvidos
podiam escutar uma prece que finalmente se tornou
mais antiga. O seu sentido é para nós um segredo,
mas tinham-no outrora compreendido. Reconhecemos
como ela acabaria depois por nos pertencer
enquanto a recordamos só para que se torne
igual à mesma voz. Esta chega de longe, tranquila
e leve. Envelheceremos um pouco mais para a receber.
Fernando Guimarães
«Lições das Trevas»
podiam escutar uma prece que finalmente se tornou
mais antiga. O seu sentido é para nós um segredo,
mas tinham-no outrora compreendido. Reconhecemos
como ela acabaria depois por nos pertencer
enquanto a recordamos só para que se torne
igual à mesma voz. Esta chega de longe, tranquila
e leve. Envelheceremos um pouco mais para a receber.
Fernando Guimarães
«Lições das Trevas»
sexta-feira, 10 de abril de 2009
Feliz Páscoa
uma pratinha...
Não estava a pensar publicar nada alusivo a esta época, talvez por falta de animo para festejos, mas ao ler um fantástico post aqui: Rosa dos Ventos , as palavras da Amiga Rosa, fizeram com que recordasse o tempo em que guardava as pratinhas de pequenos chocolates que recebia, como se autênticos tesouros fossem, e eram...
Feliz Páscoa a Todos,
Feliz Páscoa a Todos,
Maria P.
quinta-feira, 9 de abril de 2009
Autores
ONDE QUER QUE O ENCONTRES
Onde quer que o encontres -
escrito, rasgado ou desenhado:
na areia, no papel, na casca de
uma árvore, na pele de um muro
no ar que atravessar de repente
a tua voz, na terra apodrecida
sobre o meu corpo - é teu,
para sempre, o meu nome.
Maria do Rosário Pedreira
«Nenhum Nome Depois»
Onde quer que o encontres -
escrito, rasgado ou desenhado:
na areia, no papel, na casca de
uma árvore, na pele de um muro
no ar que atravessar de repente
a tua voz, na terra apodrecida
sobre o meu corpo - é teu,
para sempre, o meu nome.
Maria do Rosário Pedreira
«Nenhum Nome Depois»
terça-feira, 7 de abril de 2009
segunda-feira, 6 de abril de 2009
Outra Janela...
domingo, 5 de abril de 2009
Autores
Forma Justa
Sei que seria possível construir o mundo justo
As cidades poderiam ser claras e lavadas
Pelo canto dos espaços e das fontes
O céu o mar e a terra estão prontos
A saciar a nossa fome do terrestre
A terra onde estamos — se ninguém atraiçoasse — proporia
Cada dia a cada um a liberdade e o reino
— Na concha na flor no homem e no fruto
Se nada adoecer a própria forma é justa
E no todo se integra como palavra em verso
Sei que seria possível construir a forma justa
De uma cidade humana que fosse
Fiel à perfeição do universo
Por isso recomeço sem cessar a partir da página em branco
E este é meu ofício de poeta para a reconstrução do mundo
Sophia de Mello Breyner Andresen
Sei que seria possível construir o mundo justo
As cidades poderiam ser claras e lavadas
Pelo canto dos espaços e das fontes
O céu o mar e a terra estão prontos
A saciar a nossa fome do terrestre
A terra onde estamos — se ninguém atraiçoasse — proporia
Cada dia a cada um a liberdade e o reino
— Na concha na flor no homem e no fruto
Se nada adoecer a própria forma é justa
E no todo se integra como palavra em verso
Sei que seria possível construir a forma justa
De uma cidade humana que fosse
Fiel à perfeição do universo
Por isso recomeço sem cessar a partir da página em branco
E este é meu ofício de poeta para a reconstrução do mundo
Sophia de Mello Breyner Andresen
sexta-feira, 3 de abril de 2009
Da janela norte...
quinta-feira, 2 de abril de 2009
Dia Internacional do Livro Infantil
Desde 1967, na data de aniversário de Hans Christian Andersen, 2 de Abril, é celebrado o Dia Internacional do Livro Infantil, com o objectivo de promover o gosto pela leitura e evidenciar os livros infantis.

Esta capa é dos primeiros livros, já "velhinho" mas guardado na caixinha das recordações porque é/foi importante, assim se cria o gosto pela leitura, desde pequenos...
quarta-feira, 1 de abril de 2009
terça-feira, 31 de março de 2009
segunda-feira, 30 de março de 2009
1 2 3, diz outra vez!
Malmequer, bem me quer
Malmequer, bem me quer
Malmequer, bem me quer, muito, pouco, nada.
Eu gosto de ti do sol e do mar.
E de todos os meninos, que vejo a brincar.
Malmequer, bem me quer, muito, pouco, nada...
Eu gosto de ti do sol e do mar.
E de todos os meninos, que vejo a brincar.
Malmequer, bem me quer, muito, pouco, nada...
Cantilena tradicional.
domingo, 29 de março de 2009
Partilhas...
O Pedro S. Martins solicitou-me a "utilização" de uma fotografia no seu blogue, claro que a minha resposta foi positiva,a esta partilha entre bloguistas dou valor, a este convívio saudável, são também estes gestos que justificam a existência da Casa, além disso é um prazer saber que o nosso olhar desperta algo nos outros...
A imagem foi esta:
Estremece a casa desde o chão
a transbordar vida verdejante
até à chaminé
desafiando o destino a viver em cima
de um fio quente.
Assim começam as palavras do Pedro,
depois continuam aqui: Escara Voltaica.
quinta-feira, 26 de março de 2009
Autores
Chegaste! E compreendemo-nos calados.
Fico tranquila, sob o teu olhar,
Como criança ao sol, que faz brilhar
De alegria os seus olhos deslumbrados.
Errei, nos meus receios infundados!
Mas, de tudo, o que dá maior pesar
É termos, tu e eu, podido estar,
Sequer por momentos, separados.
Fica junto de mim; e, se o receio
No meu peito se erguer, põe de permeio
Teu grande coração, serenamente.
Fortalece, co'o teu, o meu pensar,
Que, sem ti - ave tímida, a voar
Num céu deserto -, treme, intimamente.
Sonetos Portugueses
Elizabeth Barret Browning
Trad. de Manuel Corrêa de Barros
quarta-feira, 25 de março de 2009
3 anos...
segunda-feira, 23 de março de 2009
domingo, 22 de março de 2009
sábado, 21 de março de 2009
sexta-feira, 20 de março de 2009
Outra Janela...
Nada entre nós tem o nome da pressa.
Conhecemo-nos assim, devagar, o cuidado
traçou os seus próprios labirintos. Sobre a pele
é sempre a primeira vez que os gestos acontecem. Porém,
se se abrir uma porta para o verão, vemos as mesmas coisas-
o que fica para além da planície e da falésia; a ilha,
um rebanho, um barco à espera de partir, uma palavra
que nunca escrevemos. Entre nós
o tempo desenha-se assim, devagar.
Daríamos sempre pelo mais pequeno engano.
Maria do Rosário Pedreira
«A Casa e o Cheiro dos Livros»
quarta-feira, 18 de março de 2009
terça-feira, 17 de março de 2009
domingo, 15 de março de 2009
Autores
A solidão não é forçosamente negativa, pelo contrário, até me parece um privilégio. Talvez a minha solidão seja excessiva, mas eu detestei sempre as coisas mundanas. Estar com as pessoas apenas para gastar as horas é-me insuportável.
Eugénio de Andrade
«Rosto Precário»
Eugénio de Andrade
«Rosto Precário»
sexta-feira, 13 de março de 2009
quarta-feira, 11 de março de 2009
Autores
Viver na Beira-Mar
Nunca o mar foi tão ávido
quanto a minha boca. Era eu
quem o bebia. Quando o mar
no horizonte desaparecia e a areia férvida
não tinha fim sob as passadas,
e o caos se harmonizava enfim
com a ordem, eu
havia convulsamente
e tão serena bebido o mar.
Nunca o mar foi tão ávido
quanto a minha boca. Era eu
quem o bebia. Quando o mar
no horizonte desaparecia e a areia férvida
não tinha fim sob as passadas,
e o caos se harmonizava enfim
com a ordem, eu
havia convulsamente
e tão serena bebido o mar.
Fiama H. Pais Brandão
terça-feira, 10 de março de 2009
Desafio, outro...
Devo observar as seguintes regras:
Linkar a pessoa que me indicou.
Escrever as regras do meme no meu blog.
Indicar mais seis pessoas colocando os links no final do post.
As minhas 6:
- 2 confissões:
Adoro caminhar pela manhã junto ao mar.
Gosto de visitar a minha "santa terrinha".
- 2 revelações:
Sou bastante teimosa!
Sou terrivelmente ciumenta!
- 2 desejos:
Um dia fazer teatro.
Um dia viajar sem horários, e sem rumo.
2 confissões + 2 revelações + 2 desejos = 6 Já está!:)
Agora passar a bola...
A Kind of Magic II
As velas ardem...
Fotos em Experiência
O Cheiro da Ilha
Pitanga Doce
Rosa dos Ventos
E 6 meninas estão convidadas a jogar!
segunda-feira, 9 de março de 2009
Apetece-me...
Falo de Ti às Pedras das Estradas
Falo de ti às pedras das estradas,
E ao sol que e louro como o teu olhar,
Falo ao rio, que desdobra a faiscar,
Vestidos de princesas e de fadas;
Falo às gaivotas de asas desdobradas,
Lembrando lenços brancos a acenar,
E aos mastros que apunhalam o luar
Na solidão das noites consteladas;
Digo os anseios, os sonhos, os desejos
Donde a tua alma, tonta de vitória,
Levanta ao céu a torre dos meus beijos!
E os meus gritos de amor, cruzando o espaço,
Sobre os brocados fúlgidos da glória,
São astros que me tombam do regaço!
Florbela Espanca
Falo de ti às pedras das estradas,
E ao sol que e louro como o teu olhar,
Falo ao rio, que desdobra a faiscar,
Vestidos de princesas e de fadas;
Falo às gaivotas de asas desdobradas,
Lembrando lenços brancos a acenar,
E aos mastros que apunhalam o luar
Na solidão das noites consteladas;
Digo os anseios, os sonhos, os desejos
Donde a tua alma, tonta de vitória,
Levanta ao céu a torre dos meus beijos!
E os meus gritos de amor, cruzando o espaço,
Sobre os brocados fúlgidos da glória,
São astros que me tombam do regaço!
Florbela Espanca
domingo, 8 de março de 2009
sexta-feira, 6 de março de 2009
quinta-feira, 5 de março de 2009
Confesso 3 mentiras...

1 - Adoro o Noddy!
2 - Não gosto de arroz-doce. Mentira!:))
3 - Sou pontual.
4 - Não gosto de viajar de comboio. Mentira!:))
5 - Gostava de ter sido jornalista.
6 - Gosto de almoçar sozinha.
7 - No cinema não gosto de comer pipocas. Mentira!:))
8 - Adoro café.
9 - Sou madrinha de duas meninas.
Uma pessoa acertou nas 3 mentirinhas, parabéns Luís!!
E obrigada Oris, foi muito giro!:)
terça-feira, 3 de março de 2009
Desafio
Desafiada pela menina Oris - Fotos em Experiência - recebo esta proposta: escrever 9 coisas sobre mim, mas 3 têm que ser mentira!
Aceito.
Depois é só adivinharem as minhas 3 mentirinhas…
Aqui vai:
1 - Adoro o Noddy!
2 - Não gosto de arroz-doce.
3 - Sou pontual.
4 - Não gosto de viajar de comboio.
5 - Gostava de ter sido jornalista.
6 - Gosto de almoçar sozinha.
7 - No cinema não gosto de comer pipocas.
8 - Adoro café.
9 - Sou madrinha de duas meninas.
E agora:
Aceita o desafio, 1,2,3 é a tua vez!
domingo, 1 de março de 2009
Autores
Esta manhã encontrei o teu nome
Esta manhã encontrei o teu nome nos meus sonhos
e o teu perfume a transpirar na minha pele. E o corpo
doeu-me onde antes os teus dedos foram aves
de verão e a tua boca deixou um rasto de canções.
No abrigo da noite, soubeste ser o vento na minha
camisola; e eu despi-a para ti, a dar-te um coração
que era o resto da vida - como um peixe respira
na rede mais exausta. Nem mesmo à despedida
foram os gestos contundentes: tudo o que vem de ti
é um poema. Contudo, ao acordar, a solidão sulcara
um vale nos cobertores e o meu corpo era de novo
um trilho abandonado na paisagem. Sentei-me na cama
e repeti devagar o teu nome, o nome dos meus sonhos,
mas as sílabas caíam no fim das palavras, a dor esgota
as forças, são frios os batentes nas portas da manhã.
Maria do Rosário Pedreira
Esta manhã encontrei o teu nome nos meus sonhos
e o teu perfume a transpirar na minha pele. E o corpo
doeu-me onde antes os teus dedos foram aves
de verão e a tua boca deixou um rasto de canções.
No abrigo da noite, soubeste ser o vento na minha
camisola; e eu despi-a para ti, a dar-te um coração
que era o resto da vida - como um peixe respira
na rede mais exausta. Nem mesmo à despedida
foram os gestos contundentes: tudo o que vem de ti
é um poema. Contudo, ao acordar, a solidão sulcara
um vale nos cobertores e o meu corpo era de novo
um trilho abandonado na paisagem. Sentei-me na cama
e repeti devagar o teu nome, o nome dos meus sonhos,
mas as sílabas caíam no fim das palavras, a dor esgota
as forças, são frios os batentes nas portas da manhã.
Maria do Rosário Pedreira
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