Um Homem percorre o mundo inteiro em busca daquilo que precisa e volta a casa para encontrá-lo. "George Moore"
quarta-feira, 28 de abril de 2010
segunda-feira, 26 de abril de 2010
Leituras
O Quente Sabor
Sonhei com o quente sabor das tâmaras.
A polpa cor de açúcar queimado
a trazer lembranças de leite-creme das avós,
as fibras a prenderem-se nos dentes,
a retardar prazeres, a prolongar trabalhos.
Acordei na areia da praia e
quando disse bom-dia saiu da minha boca
um fruto sem nome que tomou o caminho
dos navios ao longe.
Licínia Quitério
«De Pé sobre o Silêncio»
Sonhei com o quente sabor das tâmaras.
A polpa cor de açúcar queimado
a trazer lembranças de leite-creme das avós,
as fibras a prenderem-se nos dentes,
a retardar prazeres, a prolongar trabalhos.
Acordei na areia da praia e
quando disse bom-dia saiu da minha boca
um fruto sem nome que tomou o caminho
dos navios ao longe.
Licínia Quitério
«De Pé sobre o Silêncio»
domingo, 25 de abril de 2010
domingo, 18 de abril de 2010
Leituras
Dizer
O mistério cintila no mistério.
Dizer e não dizer.
Procurarei o oculto
o meu reino não é para se ver.
Manuel Alegre
O mistério cintila no mistério.
Dizer e não dizer.
Procurarei o oculto
o meu reino não é para se ver.
Manuel Alegre
sexta-feira, 16 de abril de 2010
quarta-feira, 14 de abril de 2010
terça-feira, 13 de abril de 2010
Autores
terça-feira, 6 de abril de 2010
Da Janela Sul...
quarta-feira, 31 de março de 2010
segunda-feira, 29 de março de 2010
sexta-feira, 26 de março de 2010
quinta-feira, 25 de março de 2010
segunda-feira, 22 de março de 2010
sábado, 20 de março de 2010
sexta-feira, 19 de março de 2010
segunda-feira, 15 de março de 2010
Outra Janela...
O livro aberto, esquecido, sobre a mesa
olha as rosas esquecidas numa jarra.
Dói-lhe ver as pétalas a cair ao desamparo...
É raro estar atento, mas hoje vive o som
e a arritmia de notas soltas [meio confusas]
do piano desafinado ,mesmo ali, na sala ao lado.
E com a janela semi-aberta
consegue ver a lua bem desperta a transbordar
de fantasmas vestidos com lençóis de luar.
O pingar de um chapéu de chuva junto à porta
diz-lhe que a tela que desenhou
nada tem de natureza morta.
Maripa
Mar Me Quer...
quinta-feira, 11 de março de 2010
terça-feira, 9 de março de 2010
segunda-feira, 8 de março de 2010
sexta-feira, 5 de março de 2010
Autores
Talvez chegadas de onde a manhã
se cumpra no poema as aves existem
e os seus voos desenham na perfeição
o arco só do desejo mais secreto
- o da casta como as corolas puras -
qual sede da alma a palavra aflore
os lábios que a vos contemplam
assim pródigo e perenemente como
o manancial da água que escorre
Maria Albertina Mitelo
O Corpo das Aves
se cumpra no poema as aves existem
e os seus voos desenham na perfeição
o arco só do desejo mais secreto
- o da casta como as corolas puras -
qual sede da alma a palavra aflore
os lábios que a vos contemplam
assim pródigo e perenemente como
o manancial da água que escorre
Maria Albertina Mitelo
O Corpo das Aves
quinta-feira, 4 de março de 2010
terça-feira, 2 de março de 2010
domingo, 28 de fevereiro de 2010
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
domingo, 21 de fevereiro de 2010
Da janela Norte...
Agora que em tuas mãos
jaz meu pensamento
convoca indelével a memória
dos deuses
e os ritos das oferendas
Maria A. Mitelo
«Entre Passáros e o Mar»
Etiquetas:
Fotografia: céu,
Poemas:que eu gosto...
terça-feira, 16 de fevereiro de 2010
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
Autores
Coisa amar...
Contar-te longamente as perigosas
coisas do mar. Contar-te o amor ardente
e as ilhas que só há no verbo amar.
Contar-te longamente longamente.
Amor ardente. Amor ardente. E mar.
Contar-te longamente as misteriosas
maravilhas do verbo navegar.
E mar. Amar: as coisas perigosas.
Contar-te longamente que já foi
num tempo doce coisa amar. E mar.
Contar-te longamente como dói
desembarcar nas ilhas misteriosas.
Contar-te o mar ardente e o verbo amar.
E longamente as coisas perigosas.
Manuel Alegre
Contar-te longamente as perigosas
coisas do mar. Contar-te o amor ardente
e as ilhas que só há no verbo amar.
Contar-te longamente longamente.
Amor ardente. Amor ardente. E mar.
Contar-te longamente as misteriosas
maravilhas do verbo navegar.
E mar. Amar: as coisas perigosas.
Contar-te longamente que já foi
num tempo doce coisa amar. E mar.
Contar-te longamente como dói
desembarcar nas ilhas misteriosas.
Contar-te o mar ardente e o verbo amar.
E longamente as coisas perigosas.
Manuel Alegre
domingo, 7 de fevereiro de 2010
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010
Leituras...
Sentir é criar. Sentir é pensar sem ideias, e por isso sentir é compreender, visto que o universo não tem ideias.
Fernando Pessoa
...e mais:
O sentir é um pensar extravagante.
Fernando Pessoa
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
Autores
Onde tão perto nasceste
era azul na manhã de estio
e de azul me inventaste
com as tuas mãos
e uma voz
como só as aves têm
E à nossa passagem
por brancos festejos precedida
se levantou de assombro
a última prece dos deuses
no tempo transbordado do amor
Maria Albertina Mitelo
Entre Pássaros e o Mar
era azul na manhã de estio
e de azul me inventaste
com as tuas mãos
e uma voz
como só as aves têm
E à nossa passagem
por brancos festejos precedida
se levantou de assombro
a última prece dos deuses
no tempo transbordado do amor
Maria Albertina Mitelo
Entre Pássaros e o Mar
sábado, 30 de janeiro de 2010
domingo, 24 de janeiro de 2010
Leituras...
Agora há uma dor que pousa nas palavras.
Não as digas - um nome basta para
dividir o coração. Se me esqueceste entre
um livro e outro, finge que não sei; despede-te
de mim como uma lâmpada antiga, deixa que
a tua sombra seja a minha única paisagem.
Maria do Rosário Pedreira
«Nenhum Nome Depois»
Não as digas - um nome basta para
dividir o coração. Se me esqueceste entre
um livro e outro, finge que não sei; despede-te
de mim como uma lâmpada antiga, deixa que
a tua sombra seja a minha única paisagem.
Maria do Rosário Pedreira
«Nenhum Nome Depois»
quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
segunda-feira, 18 de janeiro de 2010
Autores
Descobri uma lei sublime, a lei da equivalência das janelas, e estabeleci que o modo de compensar uma janela fechada é abrir outra, a fim de que a moral possa arejar continuamente a consciência.
Machado de Assis
"Memórias Póstumas de Brás Cubas"
sexta-feira, 15 de janeiro de 2010
quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
domingo, 10 de janeiro de 2010
Leituras...
se te observo
sinto-me servo duma obsessão
laçar abraço nos teus braços
atracção pelo belo palpável
côdea de pão escasso
se te contemplo
sou contigo templo e oração
num terno silêncio interno
limbo de inverno inferno
pão de forno de lenha
tão bela se te observo
tão meiga se te contemplo
Daniel Sant'iago
«Brinco de Palavras»
quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
terça-feira, 5 de janeiro de 2010
sábado, 2 de janeiro de 2010
Leituras...
É no momento que encerra a beleza de um gesto
que se prolonga a vida -
Na carne afeiçoada à mão apagam-se os sinais
de antigas fogueiras: o dilúvio do amor
veio lavar as cicatrizes deste mundo; e as pregas
de um rochedo que desafia o génio das marés
não lembram mais do que uma colcha amarrotada.
Agora, pode pintar-se o retrato do vento
nos esquadro da janela. O tempo não se mexe.
A vida, por um instante, é enorme.
Maria do Rosário Pedreira
O Canto do Vento nos Ciprestes
que se prolonga a vida -
Na carne afeiçoada à mão apagam-se os sinais
de antigas fogueiras: o dilúvio do amor
veio lavar as cicatrizes deste mundo; e as pregas
de um rochedo que desafia o génio das marés
não lembram mais do que uma colcha amarrotada.
Agora, pode pintar-se o retrato do vento
nos esquadro da janela. O tempo não se mexe.
A vida, por um instante, é enorme.
Maria do Rosário Pedreira
O Canto do Vento nos Ciprestes
quinta-feira, 31 de dezembro de 2009
2010
sábado, 26 de dezembro de 2009
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