Mas que sei eu
Mas que sei eu das folhas no outono
ao vento vorazmente arremessadas
quando eu passo pelas madrugadas
tal como passaria qualquer dono?
Eu sei que é vão o vento e lento o sono
e acabam coisas mal principiadas
no ínvio precipício das geadas
que pressinto no meu fundo abandono
Nenhum súbito lamenta
a dor de assim passar que me atormenta
e me ergue no ar como outra folha
qualquer. Mas eu sei que sei destas manhãs?
As coisas vêm vão e são tão vãs
como este olhar que ignoro que me olha
Um Homem percorre o mundo inteiro em busca daquilo que precisa e volta a casa para encontrá-lo. "George Moore"
segunda-feira, 26 de setembro de 2011
domingo, 25 de setembro de 2011
quinta-feira, 22 de setembro de 2011
quarta-feira, 21 de setembro de 2011
Palavras de: Ana Hatherly
"O desejo é sempre uma forma de violação, o fascínio inclemente do não-acessível."
domingo, 18 de setembro de 2011
terça-feira, 23 de agosto de 2011
sexta-feira, 19 de agosto de 2011
terça-feira, 16 de agosto de 2011
Leituras
EU ESCREVI UM POEMA TRISTE
Eu escrevi um poema triste
E belo, apenas da sua tristeza.
Não vem de ti essa tristeza
Mas das mudanças do Tempo,
Que ora nos traz esperanças
Ora nos dá incerteza...
Nem importa, ao velho Tempo,
Que sejas fiel ou infiel...
Eu fico, junto à correnteza,
Olhando as horas tão breves...
E das cartas que me escreves
Faço barcos de papel!
Mario Quintana
« A Cor do Invisível»
segunda-feira, 8 de agosto de 2011
sexta-feira, 5 de agosto de 2011
Leituras
Vêm-me aos olhos as palavras
Que ouvi noutras eras
Da tua boca amordacei o beijo
Que hoje me queima de saudades
Perfeito é ser bem sem ser belo
Ser, apenas ser, na harmonia do amor
Ser perfume e cheiro
A tua carícia, o teu desprezo, o meu desejo
Doces malícias da mente
Mas criar, meu bem, vem primeiro.
João Sevivas
"Sons da Noite"
Que ouvi noutras eras
Da tua boca amordacei o beijo
Que hoje me queima de saudades
Perfeito é ser bem sem ser belo
Ser, apenas ser, na harmonia do amor
Ser perfume e cheiro
A tua carícia, o teu desprezo, o meu desejo
Doces malícias da mente
Mas criar, meu bem, vem primeiro.
João Sevivas
"Sons da Noite"
sábado, 30 de julho de 2011
terça-feira, 26 de julho de 2011
Leituras
Som da Linguagem
Por vezes reaprendo
o som inesquecível da linguagem
Há muito desligadas
formam frases instáveis as
palavras
Aos excessos do céu cede o silêncio
as constelações caem vitimadas
pelo eco da fala
Gastão Cruz
Por vezes reaprendo
o som inesquecível da linguagem
Há muito desligadas
formam frases instáveis as
palavras
Aos excessos do céu cede o silêncio
as constelações caem vitimadas
pelo eco da fala
Gastão Cruz
sábado, 16 de julho de 2011
Da Janela Sul
quinta-feira, 14 de julho de 2011
quinta-feira, 7 de julho de 2011
terça-feira, 5 de julho de 2011
Leituras
Quanto Mais Amada Mais Desisto
De amor nada mais resta que um Outubro
e quanto mais amada mais desisto:
quanto mais tu me despes mais me cubro
e quanto mais me escondo mais me avisto.
E sei que mais te enleio e te deslumbro
porque se mais me ofusco mais existo.
Por dentro me ilumino, sol oculto,
por fora te ajoelho, corpo místico.
Não me acordes. Estou morta na quermesse
dos teus beijos. Etérea, a minha espécie
nem teus zelos amantes a demovem.
Mas quanto mais em nuvem me desfaço
mais de terra e de fogo é o abraço
com que na carne queres reter-me jovem.
Natália Correia
De amor nada mais resta que um Outubro
e quanto mais amada mais desisto:
quanto mais tu me despes mais me cubro
e quanto mais me escondo mais me avisto.
E sei que mais te enleio e te deslumbro
porque se mais me ofusco mais existo.
Por dentro me ilumino, sol oculto,
por fora te ajoelho, corpo místico.
Não me acordes. Estou morta na quermesse
dos teus beijos. Etérea, a minha espécie
nem teus zelos amantes a demovem.
Mas quanto mais em nuvem me desfaço
mais de terra e de fogo é o abraço
com que na carne queres reter-me jovem.
Natália Correia
domingo, 3 de julho de 2011
quarta-feira, 29 de junho de 2011
segunda-feira, 20 de junho de 2011
sábado, 18 de junho de 2011
Leituras
Estrada de Fogo
Pedra a pedra a estrada antiga
sobe a colina, passa diante
de musgosos muros e desce
para nenhum sopé;
encurva, na abstracta encruzilhada;
apaga-se, na realidade. Morre
como o rastilho do fogo,
que de campo em campo aberto
seguia, e ao bater na mágica cancela
dobrava a chama, para uma respiração,
e deixava o caminho do portal
incólume e iniciado.
Fiama Hasse Pais Brandão
Pedra a pedra a estrada antiga
sobe a colina, passa diante
de musgosos muros e desce
para nenhum sopé;
encurva, na abstracta encruzilhada;
apaga-se, na realidade. Morre
como o rastilho do fogo,
que de campo em campo aberto
seguia, e ao bater na mágica cancela
dobrava a chama, para uma respiração,
e deixava o caminho do portal
incólume e iniciado.
Fiama Hasse Pais Brandão
quarta-feira, 15 de junho de 2011
sábado, 11 de junho de 2011
sexta-feira, 10 de junho de 2011
10 de Junho
Verdes são os campos
Verdes são os campos,
De cor de limão:
Assim são os olhos
Do meu coração.
Campo, que te estendes
Com verdura bela;
Ovelhas, que nela
Vosso pasto tendes,
De ervas vos mantendes
Que traz o Verão,
E eu das lembranças
Do meu coração.
Gados que pasceis
Com contentamento,
Vosso mantimento
Não no entendereis;
Isso que comeis
Não são ervas, não:
São graças dos olhos
Do meu coração.
Luís de Camões
Verdes são os campos,
De cor de limão:
Assim são os olhos
Do meu coração.
Campo, que te estendes
Com verdura bela;
Ovelhas, que nela
Vosso pasto tendes,
De ervas vos mantendes
Que traz o Verão,
E eu das lembranças
Do meu coração.
Gados que pasceis
Com contentamento,
Vosso mantimento
Não no entendereis;
Isso que comeis
Não são ervas, não:
São graças dos olhos
Do meu coração.
Luís de Camões
quinta-feira, 9 de junho de 2011
quarta-feira, 8 de junho de 2011
segunda-feira, 6 de junho de 2011
sexta-feira, 3 de junho de 2011
quinta-feira, 2 de junho de 2011
Leituras...
Dois Amantes
Tu eras também uma pequena folha
que tremia no meu peito.
O vento da vida pôs-te ali.
A princípio não te vi: não soube
que ias comigo,
até que as tuas raízes
atravessaram o meu peito,
se uniram aos fios do meu sangue,
falaram pela minha boca,
floresceram comigo.
Dois amantes felizes não têm fim nem morte,
nascem e morrem tantas vezes enquanto vivem,
são eternos como é a Natureza.
Pablo Neruda
Tu eras também uma pequena folha
que tremia no meu peito.
O vento da vida pôs-te ali.
A princípio não te vi: não soube
que ias comigo,
até que as tuas raízes
atravessaram o meu peito,
se uniram aos fios do meu sangue,
falaram pela minha boca,
floresceram comigo.
Dois amantes felizes não têm fim nem morte,
nascem e morrem tantas vezes enquanto vivem,
são eternos como é a Natureza.
Pablo Neruda
terça-feira, 31 de maio de 2011
domingo, 29 de maio de 2011
Outra Janela
sexta-feira, 20 de maio de 2011
terça-feira, 17 de maio de 2011
O que diz Maria ?
Amanhã, dia 18 de Maio - DIA INTERNACIONAL DOS MUSEUS
O tema é : «Museus e Memória»
Em Sintra, o Museu Ferreira de Castro marca assim a data:
10.00H - 18.00 H - Feira Do Livro
Pelas 15.00 H - "Leituras à Solta"
Entrada Livre
Apareçam :)
O tema é : «Museus e Memória»
Em Sintra, o Museu Ferreira de Castro marca assim a data:
10.00H - 18.00 H - Feira Do Livro
Pelas 15.00 H - "Leituras à Solta"
Entrada Livre
Apareçam :)
domingo, 15 de maio de 2011
sábado, 14 de maio de 2011
O que diz Maria? (Resposta)
"Um dia a casa vem abaixo" - Esta frase não se referia à Casa de Maio, a todos os Amigos que aqui deixaram palavras simpáticas e de incentivo, obrigada.
Mas, como alguns sabem, outros não, é um facto que eu deixei de comentar outros blogues, e de blogar tanto como fazia por questões de saúde (visão).
Os blogues, como já disse em conversa com alguns Amigos são para «corredores de fundo», hoje em dia tive de me render ao Facebook, uma rede de «curtas distâncias», ou seja, estou menos Blogueana e mais Facebookeana!! :)
Espero que compreendam...
Um abraço a Todos
Mas, como alguns sabem, outros não, é um facto que eu deixei de comentar outros blogues, e de blogar tanto como fazia por questões de saúde (visão).
Os blogues, como já disse em conversa com alguns Amigos são para «corredores de fundo», hoje em dia tive de me render ao Facebook, uma rede de «curtas distâncias», ou seja, estou menos Blogueana e mais Facebookeana!! :)
Espero que compreendam...
Um abraço a Todos
terça-feira, 10 de maio de 2011
domingo, 8 de maio de 2011
quarta-feira, 4 de maio de 2011
Leituras
Amo o Caminho que Estendes
Amo o caminho que estendes por dentro das minhas divisões.
Ignoro se um pássaro morto continua o seu voo
Se se recorda dos movimentos migratórios
E das estações.
Mas não me importo de adoecer no teu colo
De dormir ao relento entre as tuas mãos.
Daniel Faria
«Dos Líquidos»
Amo o caminho que estendes por dentro das minhas divisões.
Ignoro se um pássaro morto continua o seu voo
Se se recorda dos movimentos migratórios
E das estações.
Mas não me importo de adoecer no teu colo
De dormir ao relento entre as tuas mãos.
Daniel Faria
«Dos Líquidos»
segunda-feira, 2 de maio de 2011
domingo, 1 de maio de 2011
terça-feira, 26 de abril de 2011
Leituras
Idade
Conheci dias duradouros,
o sol tão longo entre manhã e tarde.
Um levantar súbito de luz
por trás da crista das heras no muro velho,
e depois descer no verão entre grades verdes
e para além do portão como a cair no Hades,
no inverno. Não havia tempo
nos dias longos, mas a passagem diária
do sol abençoado.
Fiama Hasse Pais Brandão
Conheci dias duradouros,
o sol tão longo entre manhã e tarde.
Um levantar súbito de luz
por trás da crista das heras no muro velho,
e depois descer no verão entre grades verdes
e para além do portão como a cair no Hades,
no inverno. Não havia tempo
nos dias longos, mas a passagem diária
do sol abençoado.
Fiama Hasse Pais Brandão
segunda-feira, 25 de abril de 2011
sexta-feira, 22 de abril de 2011
quinta-feira, 21 de abril de 2011
terça-feira, 19 de abril de 2011
segunda-feira, 18 de abril de 2011
sexta-feira, 15 de abril de 2011
sábado, 9 de abril de 2011
Leituras
Das coisas
que fiz a metro
todos saberão
quantos quilômetros são
Aqueles em centímetros
sentimentos mínimos
ímpetos infinitos não
Paulo Leminski
que fiz a metro
todos saberão
quantos quilômetros são
Aqueles em centímetros
sentimentos mínimos
ímpetos infinitos não
Paulo Leminski
terça-feira, 5 de abril de 2011
sexta-feira, 1 de abril de 2011
terça-feira, 29 de março de 2011
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