E eis que não há senão
o quase silêncio
cingindo o sopro veemente
de uma terra fecundada
sob a luz
dessas manhãs de maio
e tão perto
a memória do teu canto
Onde estão os gerânios?
E o meu regaço?
Entre Pássaros e o Mar
Maria A. Mitelo
Um Homem percorre o mundo inteiro em busca daquilo que precisa e volta a casa para encontrá-lo. "George Moore"
quinta-feira, 13 de março de 2008
quarta-feira, 12 de março de 2008
terça-feira, 11 de março de 2008
... era uma vez
Cais Palafítico
A Carrasqueira é uma aldeia do Concelho de Alcácer do Sal e localiza-se na Reserva Natural do Estuário do Sado…Um dos seus pontos de interesse é o seu Cais Palafítico, um bordado de madeira acente em estacas, que os pescadores foram erguendo para se protegerem das investidas das águas. Ainda hoje se podem ver os vários caminhos que serpenteiam o lodo, onde homens e muitas mulheres que se dividem entre a faina e o amanho da terra, marcam o tempo... Tendo começado com ameijoa, depois as ostras (facto que influênciou muito o desenvolvimento da pesca) e actualmente com a apanha do polvo e chocos.
Visita agradável de fazer, onde somos bem recebidos pela palavra simples do homem e pela simpatia da mulher de chapéu de palha e rosto sem idade...
domingo, 9 de março de 2008
Autores
Tínhamos deixado a sombra do acampamento e, ao longo do rio de areia que era a estrada, deslizávamos em direcção ao sol poente. O mato espesso da beira da estrada era denso como uma moita, com pequena colinas que se elevavam e durante todo o percurso passámos por pessoas que se dirigiam em direcção ao oeste. Alguns iam nus, apenas com um pano engordurado enrolado num ombro e levavam arcos e carcases de flechas. Outros levavam lanças. [...]
Todo fugiam à fome.As verdes colinas de África
Ernest Hemingway
sábado, 8 de março de 2008
quinta-feira, 6 de março de 2008
quarta-feira, 5 de março de 2008
1 2 3, diz outra vez!
O pato
Lá vem o Pato
Pata aqui, pata acolá
Lá vem o Pato
Para ver o que é que há.
O Pato pateta
Pintou o caneco
Surrou a galinha
Bateu no marreco
Pulou do poleiro
No pé do cavalo
Levou um coice
Criou um galo
Comeu um pedaço
De jenipapo
Ficou engasgado
Com dor no papo
Caiu no poço
Quebrou a tigela
Tantas fez o moço
Que foi pra panela.
Lá vem o Pato
Pata aqui, pata acolá
Lá vem o Pato
Para ver o que é que há.
O Pato pateta
Pintou o caneco
Surrou a galinha
Bateu no marreco
Pulou do poleiro
No pé do cavalo
Levou um coice
Criou um galo
Comeu um pedaço
De jenipapo
Ficou engasgado
Com dor no papo
Caiu no poço
Quebrou a tigela
Tantas fez o moço
Que foi pra panela.
Porque a minha amiga do Nada de Novo fez referência ao PATO na caixa de comentários da foto anterior, eu fiquei curiosa (porque sou) e fui procurar a versão completa.
Agora digam todos...
terça-feira, 4 de março de 2008
domingo, 2 de março de 2008
Ao entardecer...
É no momento que encerra a beleza de um gesto
que se prolonga a vida -
Na carne afeiçoada à mão apagam-se os sinais
de antigas fogueiras: o dilúvio do amor
veio lavar as cicatrizes deste mundo; e as pregas
de um rochedo que desafia o génio das marés
não lembram mais do que uma colcha amarrotada.
Agora, pode pintar-se o retrato do vento
nos esquadro da janela. O tempo não se mexe.
A vida, por um instante, é enorme.
Maria do Rosário Pedreira
O Canto do Vento nos Ciprestes
que se prolonga a vida -
Na carne afeiçoada à mão apagam-se os sinais
de antigas fogueiras: o dilúvio do amor
veio lavar as cicatrizes deste mundo; e as pregas
de um rochedo que desafia o génio das marés
não lembram mais do que uma colcha amarrotada.
Agora, pode pintar-se o retrato do vento
nos esquadro da janela. O tempo não se mexe.
A vida, por um instante, é enorme.
Maria do Rosário Pedreira
O Canto do Vento nos Ciprestes
sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008
Outra Janela...
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008
Ao entardecer...
Apesar das ruínas e da morte,
Onde sempre acabou cada ilusão,
A força dos meus sonhos é tão forte,
Que de tudo renasce a exaltação
E nunca as minhas mãos ficam vazias.
Sophia de Mello B. Andresen
Onde sempre acabou cada ilusão,
A força dos meus sonhos é tão forte,
Que de tudo renasce a exaltação
E nunca as minhas mãos ficam vazias.
Sophia de Mello B. Andresen
terça-feira, 26 de fevereiro de 2008
domingo, 24 de fevereiro de 2008
Autores
E se te sentasses
comigo e com a tua
presença me
reinventasses
o calor do lar.
E cumpríssemos
os dois o ritual
dos deuses
na nossa morada.
Vergílio Ferreira
comigo e com a tua
presença me
reinventasses
o calor do lar.
E cumpríssemos
os dois o ritual
dos deuses
na nossa morada.
Vergílio Ferreira
sábado, 23 de fevereiro de 2008
Hoje convido...
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008
Outra Janela...
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008
Ao amanhecer ...
Procurei-te
na lisura das palavras
no limiar do silêncio
de onde brota a justa claridade
como só em um tempo antigo
e remoto
Procurei-te
por teu nome de infância
nu aberto ao tempo
fosse noite ou dia
ao vento e à chuva
para te dizer do amor
Maria A. Mitelo
Entre Pássaros e o Mar
na lisura das palavras
no limiar do silêncio
de onde brota a justa claridade
como só em um tempo antigo
e remoto
Procurei-te
por teu nome de infância
nu aberto ao tempo
fosse noite ou dia
ao vento e à chuva
para te dizer do amor
Maria A. Mitelo
Entre Pássaros e o Mar
terça-feira, 19 de fevereiro de 2008
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008
Desafio - 12 palavras...
Recebi este desafio do blogue aArtmus, obrigada. Confesso que ao contrário das Correntes de Prémios, eu gosto destes jogos, como gostei do Desafio da Página 161. Assim neste caso temos de escolher 12 palavras, aquelas que nos dizem algo em especial, e formar um texto. Resolvi então fazer o seguinte: escolhi as minhas 12 palavras e descrevi o que representam para mim, sinónimos...
São estas, sem qualquer ordem:
Belíssima - som e tom leve, suave;
Guitarra - força, acordes nocturnos;
Carinho - segredos;
Amanhecer - tempo sem pressa;
Luz - surpresa;
Beijo - longo permanecer em surdina;
Caminho - olhar em frente, solidão;
Retalhos - união, o belo e o feio;
Olhares - transparência, revelação;
Janela - oferecer;
Luvas - sossego, passeio em tarde fria;
Cerejas - doce sabor a palavras.
Agora terei de passar a palavra a 12 pessoas, aqui fica então o meu convite a:
domingo, 17 de fevereiro de 2008
Autores
Certamente é bom que o mundo conheça apenas a obra bela e não as suas origens nem as condições em que foi gerada; pois o conhecimento das fontes de onde provém a inspiração para o artista causaria frequentemente perturbação e espanto, neutralizando assim os efeitos da excelência.
Morte em Veneza
Thomas Man
sábado, 16 de fevereiro de 2008
Na última gaveta...
Da Costa de Cascais
Aqui, na orla do mar, as cruzes
são sinais de pescadores perdidos
no fundo, mortos, quando buscam
o sal da vida. Em vez de a sua força
fazer ceder a vaga sob o anzol,
é a força do mar ou a paixão da vida
- arquejante e morta -
que os puxa para um purgatório
de água revolta e de limos.
Fiama H. Pais Brandão
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008
terça-feira, 12 de fevereiro de 2008
Autores
Amar: Fechei os olhos para não te ver
e a minha boca para não dizer...
E dos meus olhos fechados desceram lágrimas que não enxuguei,
e da minha boca fechada nasceram sussurros
e palavras mudas que te dediquei...
O amor é quando a gente mora um no outro.
e a minha boca para não dizer...
E dos meus olhos fechados desceram lágrimas que não enxuguei,
e da minha boca fechada nasceram sussurros
e palavras mudas que te dediquei...
O amor é quando a gente mora um no outro.
Mário Quintana
domingo, 10 de fevereiro de 2008
Ao entardecer...
sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008
Ao entardecer...
Eu vi do dia a súbita dádiva
do sol sobre as mãos tímidas
e cantei antecipando o céu de abril
E o ar percorrido do breve silabar
por que branda respiração
e assim líquidos perfumes
oscilou
e se dispersou
em memórias longínquas
E o sul tão perto.
Maria A. Mitelo
Entre Pássaros e o Mar
do sol sobre as mãos tímidas
e cantei antecipando o céu de abril
E o ar percorrido do breve silabar
por que branda respiração
e assim líquidos perfumes
oscilou
e se dispersou
em memórias longínquas
E o sul tão perto.
Maria A. Mitelo
Entre Pássaros e o Mar
terça-feira, 5 de fevereiro de 2008
... era uma vez
4 palavras
Janela:
do Lat. januella
s. f.,
abertura na parede de um edifício para deixar entrar a luz e o ar;
a porta com que se fecha ou tapa essa abertura;
Anat.,
cada um dos orifícios abertos na parede interna do fundo da membrana do tímpano (janela oval, janela redonda);
fam.,
abertura ou rasgão;
pop.,
(no pl. ) os olhos.
Janelo:
s. m.,
pequena janela;
postigo.
Janeleiro:
adj. e s. m.,
que ou o que gosta de estar à janela.
Janeleira:
adj. f.,
amiga de estar à janela;
namoradeira.
in, Dic. de Língua Portuguesa
Texto Ed.
Janela:
do Lat. januella
s. f.,
abertura na parede de um edifício para deixar entrar a luz e o ar;
a porta com que se fecha ou tapa essa abertura;
Anat.,
cada um dos orifícios abertos na parede interna do fundo da membrana do tímpano (janela oval, janela redonda);
fam.,
abertura ou rasgão;
pop.,
(no pl. ) os olhos.
Janelo:
s. m.,
pequena janela;
postigo.
Janeleiro:
adj. e s. m.,
que ou o que gosta de estar à janela.
Janeleira:
adj. f.,
amiga de estar à janela;
namoradeira.
in, Dic. de Língua Portuguesa
Texto Ed.
domingo, 3 de fevereiro de 2008
Ao entardecer...
Porque ao longe
se cala o mar
e o ar avermelha
as linhas indistintas do horizonte
Porque os meus olhos
em ti se demoram
serenos
e os céus nos fitam suspensos
Porque juntos
palpamos a espuma breve
nunca mais invocarei
a inclemência dos caminhos
Maria A. Mitelo
Entre Pássaros e o Mar
sábado, 2 de fevereiro de 2008
Outra Janela...
Diz o povo: é Carnaval ninguém leva a mal!
Por isso a Casa vestiu a preceito as janelas a apresentar, e assim reinar...
Por isso a Casa vestiu a preceito as janelas a apresentar, e assim reinar...
quinta-feira, 31 de janeiro de 2008
terça-feira, 29 de janeiro de 2008
... era uma vez
Rio Sado
Nota:
O Sado (antigamente chamado Sádão) é um rio português, que nasce a 230m de altitude, na Serra do Caldeirão e percorre 180 quilómetros até desaguar no oceano Atlântico junto a Setúbal.
No seu percurso passa por Alvalade e por Alcácer do Sal, sendo o seu estuário a separar Setúbal de Tróia. É dos poucos rios da Europa que corre de Sul para Norte, tal como o Rio Mira (Odemira, Alentejo), que é de menor dimensão.
No estuário do Sado habita uma população de golfinhos (roaz-corvineiro), que tem resistido à invasão do seu habitat pelo homem (tráfego marítimo para os estaleiros da Mitrena, para o porto de Setúbal e decorrente da pesca e da doca de recreio, além do ferry-boat de ligação entre margens).
A sua bacia hidrográfica tem uma área de 7640 km2.
No seu percurso passa por Alvalade e por Alcácer do Sal, sendo o seu estuário a separar Setúbal de Tróia. É dos poucos rios da Europa que corre de Sul para Norte, tal como o Rio Mira (Odemira, Alentejo), que é de menor dimensão.
No estuário do Sado habita uma população de golfinhos (roaz-corvineiro), que tem resistido à invasão do seu habitat pelo homem (tráfego marítimo para os estaleiros da Mitrena, para o porto de Setúbal e decorrente da pesca e da doca de recreio, além do ferry-boat de ligação entre margens).
A sua bacia hidrográfica tem uma área de 7640 km2.
Fonte: Wikipédia
Nota:
As 7 imagens editas anteriormente são todas deste Rio, tiradas num solarengo sábado de Janeiro.
domingo, 27 de janeiro de 2008
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