Um Homem percorre o mundo inteiro em busca daquilo que precisa e volta a casa para encontrá-lo. "George Moore"
quinta-feira, 18 de setembro de 2008
quarta-feira, 17 de setembro de 2008
Autores
Saudade é solidão acompanhada,
é quando o amor ainda não foi embora, mas o amado já...
Pablo Neruda
terça-feira, 16 de setembro de 2008
domingo, 14 de setembro de 2008
Autores
Há palavras que nos beijam
Como se tivessem boca.
Palavras de amor, de esperança,
De imenso amor, de esperança louca.
Alexandre O'Neill
Como se tivessem boca.
Palavras de amor, de esperança,
De imenso amor, de esperança louca.
Alexandre O'Neill
sexta-feira, 12 de setembro de 2008
quinta-feira, 11 de setembro de 2008
quarta-feira, 10 de setembro de 2008
a ler este mês...1
Acontece que, como sabem, sou muito vulnerável à beleza feminina. Todos nos sentimos indefesos contra alguma coisa, e a minha vulnerabilidade é essa. Vê-la cega-me para tudo o mais.
Philip Roth
«O Animal Moribundo»
terça-feira, 9 de setembro de 2008
quinta-feira, 4 de setembro de 2008
quarta-feira, 3 de setembro de 2008
Autores
Escuto
Escuto mas não sei
Se o que oiço é silêncio
Ou deus
Escuto sem saber se estou ouvindo
O ressoar das planícies do vazio
Ou a consciência atenta
Que nos confins do universo
Me decifra e fita
Apenas sei que caminho como quem
É olhado amado e conhecido
E por isso em cada gesto ponho
Solenidade e risco
Sophia de Mello Breyner Andresen
Escuto mas não sei
Se o que oiço é silêncio
Ou deus
Escuto sem saber se estou ouvindo
O ressoar das planícies do vazio
Ou a consciência atenta
Que nos confins do universo
Me decifra e fita
Apenas sei que caminho como quem
É olhado amado e conhecido
E por isso em cada gesto ponho
Solenidade e risco
Sophia de Mello Breyner Andresen
domingo, 31 de agosto de 2008
Autores
Só
Pedro Branco
Chora. Inventa a tua praia de lágrimas cheia de grãos e pequenitas pedras no vai e vem das marés. Depois levanta a cabeça para o sol e oferece-lhe um sorriso. O teu sorriso. Talvez a medo. O Sol saberá guardá-lo e mostrá-lo ao mundo. Nesse momento voltaremos a cantar. Na aragem dos poetas...
Pedro Branco
«Escolhas»
sexta-feira, 29 de agosto de 2008
quinta-feira, 28 de agosto de 2008
quarta-feira, 27 de agosto de 2008
terça-feira, 26 de agosto de 2008
segunda-feira, 25 de agosto de 2008
domingo, 24 de agosto de 2008
Autores
Lua adversa
Tenho fases, como a lua
Fases de andar escondida,
fases de vir para a rua...
Perdição da minha vida!
Perdição da vida minha!
Tenho fases de ser tua,
tenho outras de ser sozinha
Fases que vão e que vêm,
no secreto calendário
que um astrólogo arbitrário
inventou para meu uso.
E roda a melancolia
seu interminável fuso!
Não me encontro com ninguém
(tenho fases, como a lua...)
No dia de alguém ser meu
não é dia de eu ser sua...
E, quando chega esse dia,
o outro desapareceu...
Cecília Meireles
sexta-feira, 22 de agosto de 2008
Autores
ONDE QUER QUE O ENCONTRES
Onde quer que o encontres -
escrito, rasgado ou desenhado:
na areia, no papel, na casca de
uma árvore, na pele de um muro
no ar que atravessar de repente
a tua voz, na terra apodrecida
sobre o meu corpo - é teu,
para sempre, o meu nome.
Maria do Rosário Pedreira
«Nenhum Nome Depois»
Onde quer que o encontres -
escrito, rasgado ou desenhado:
na areia, no papel, na casca de
uma árvore, na pele de um muro
no ar que atravessar de repente
a tua voz, na terra apodrecida
sobre o meu corpo - é teu,
para sempre, o meu nome.
Maria do Rosário Pedreira
«Nenhum Nome Depois»
quinta-feira, 21 de agosto de 2008
terça-feira, 19 de agosto de 2008
Autores
Quem és tu
Quem és tu que assim vens pela noite adiante,
Pisando o luar branco dos caminhos,
Sob o rumor das folhas inspiradas?
A perfeição nasce do eco dos teus passos,
E a tua presença acorda a plenitude
A que as coisas tinham sido destinadas.
A história da noite é o gesto dos teus braços,
O ardor do vento a tua juventude,
E o teu andar é a beleza das estradas.
Sophia de Mello Breyner Andresen
Quem és tu que assim vens pela noite adiante,
Pisando o luar branco dos caminhos,
Sob o rumor das folhas inspiradas?
A perfeição nasce do eco dos teus passos,
E a tua presença acorda a plenitude
A que as coisas tinham sido destinadas.
A história da noite é o gesto dos teus braços,
O ardor do vento a tua juventude,
E o teu andar é a beleza das estradas.
Sophia de Mello Breyner Andresen
segunda-feira, 18 de agosto de 2008
quinta-feira, 14 de agosto de 2008
quarta-feira, 13 de agosto de 2008
Outra Janela...
segunda-feira, 11 de agosto de 2008
Daspalavrasquenosunem
MelNão me peças as palavras de novo
Deixa-me no voo rasante por entre cada olhar
Encosta-me ao saber de um manto forte e quente
Que só na ternura desse poiso saberei descansar
Não me meças a alma por entre os versos
Olha-me, simplesmente. Nem precisas chorar
Sei bem que o infinito está dentro de nós
Sempre que o conseguimos encontrar.
Escolhas, o primeiro livro Das Palavras Que Nos Unem , gostei, os meus parabéns Pedro!
domingo, 10 de agosto de 2008
Autores
O VAZIO
Por vezes de repente há um vazio
nem um gesto nem voz nem pensamento
terrível como a foz do grande rio
onde vai dar algures o esquecimento.
Nem branco ou negro nem sequer cinzento
um calor sem calor. Frio sem frio.
Não há nada por fora. E nada dentro.
Não é menos nem mais. É só vazio.
Manuel Alegre
Por vezes de repente há um vazio
nem um gesto nem voz nem pensamento
terrível como a foz do grande rio
onde vai dar algures o esquecimento.
Nem branco ou negro nem sequer cinzento
um calor sem calor. Frio sem frio.
Não há nada por fora. E nada dentro.
Não é menos nem mais. É só vazio.
Manuel Alegre
sexta-feira, 8 de agosto de 2008
quinta-feira, 7 de agosto de 2008
rendas & lendas
A Origem Dos Brincos
Creio que é de origem árabe, é a lenda que conta que Sara, esposa de Brahmi, muito ciumenta e, tendo notado especial carinho e atenção do seu esposo pela escrava Hadjer, num momento de loucura, mandou furar os lóbulos das orelhas da suposta rival...
Brahmi cuidou das feridas da escrava, com todo o carinho, mas quando cicatrizaram, notou que existia um furo em cada orelha. Para consolar a escrava, mandou fazer duas argolas em ouro para colocar nos furos, assim foi, fez com que a escrava ficasse mais bela e atraente com tais adornos, os brincos.
quarta-feira, 6 de agosto de 2008
Autores
Um rio nasce perto dos lábios
de quem improvisa a sede,
ou sabe usar as mãos para colher
as primeiras amoras do verão.
Às vezes, os frutos derretem-se
na boca, queimando a língua de prazer.
É assim que os amantes se redimem
dos consentidos silêncios.
Graça Pires
«Quando as estevas entraram no poema»
de quem improvisa a sede,
ou sabe usar as mãos para colher
as primeiras amoras do verão.
Às vezes, os frutos derretem-se
na boca, queimando a língua de prazer.
É assim que os amantes se redimem
dos consentidos silêncios.
Graça Pires
«Quando as estevas entraram no poema»
segunda-feira, 4 de agosto de 2008
Autores
BATO, BATO NAS PEDRAS
Bato no fundo.
Bato nas pedras do fundo.
Julgava tudo quieto
e vai a corda parte,
caio por aqui abaixo,
digo, até ao fundo.
Levanto os olhos: ai
aquele brando som
que me chega tão cavo;
ai, digo, e estou no fundo.
Bato, bato nas pedras.
Mexo-me pouco. Magoa
respirar.
No fundo, limos, pedras,
sons que se escapam nos...
Limos, por aqui abaixo.
Fernando Assis Pacheco
A Musa Irregular
Bato no fundo.
Bato nas pedras do fundo.
Julgava tudo quieto
e vai a corda parte,
caio por aqui abaixo,
digo, até ao fundo.
Levanto os olhos: ai
aquele brando som
que me chega tão cavo;
ai, digo, e estou no fundo.
Bato, bato nas pedras.
Mexo-me pouco. Magoa
respirar.
No fundo, limos, pedras,
sons que se escapam nos...
Limos, por aqui abaixo.
Fernando Assis Pacheco
A Musa Irregular
domingo, 3 de agosto de 2008
Autores
BREVE CANÇÃO DO VENTO OESTE
Ele há-de vir o vento oeste
ele há-de vir e há-de levar
as vãs palavras que escreveste.
Ele há-de vir com seu presságio
e os címbalos que já trazem o som do inverno
ele há-de vir o vento oeste e há-de apagar
o verão que parecia ser eterno.
Ele há-de vir com seu adágio
suas orquestras em convés que vão ao fundo
ele há-de vir e há-de apagar
a escrita a jura as ilusões do mundo.
Em cada verso há um naufrágio
não sei de poema que não seja mar.
Manuel Alegre
Foz do Arelho, 30-8-2003
Ele há-de vir o vento oeste
ele há-de vir e há-de levar
as vãs palavras que escreveste.
Ele há-de vir com seu presságio
e os címbalos que já trazem o som do inverno
ele há-de vir o vento oeste e há-de apagar
o verão que parecia ser eterno.
Ele há-de vir com seu adágio
suas orquestras em convés que vão ao fundo
ele há-de vir e há-de apagar
a escrita a jura as ilusões do mundo.
Em cada verso há um naufrágio
não sei de poema que não seja mar.
Manuel Alegre
Foz do Arelho, 30-8-2003
sexta-feira, 1 de agosto de 2008
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