Um Homem percorre o mundo inteiro em busca daquilo que precisa e volta a casa para encontrá-lo. "George Moore"
quarta-feira, 20 de maio de 2009
29 flores, um poema.
o vermelho e o trigo...
No fundo da terra há sempre
Um húmus insuspeito, uma semente, uma promessa...
Talvez um parto...
Talvez um grito,
Ou uma dor por abrir...
Talvez uma tensão na hora de soltar-se...
Há sempre na noite
Um dia imprevisível, uma esperança calada...
Há sempre uma morte que se faz vida...
Há sempre o vermelho e o trigo...
Sabe-se lá quando pode explodir uma flor...
Herético
Relógio de Pêndulo
terça-feira, 19 de maio de 2009
29 flores, um poema.
amigos
Viam-se melhor quando as manhãs
cristalizavam a luz do Sol de Maio;
Via-se brincar aí, no espaço do sentir,
a diáfana matéria dos seus seres.
Aí se davam mãos, se tocavam as almas,
aí se riam ao provar dos frutos
que cada um, em dádiva, oferecia.
Os olhos de arco íris como chuva
quando se dá ao sol, estremecida
quando se dá ao sol, estremecida
Vasco Pontes
Dovoar
segunda-feira, 18 de maio de 2009
29 flores, um poema.
domingo, 17 de maio de 2009
29 flores, um poema.
O namoro das mãos é pacificador. É um dos expoentes da ternura entre duas pessoas. Todos nos enternecemos à vista de um par que passeia de mãos dadas. É um sinal para todos, e sobretudo para eles próprios, que por ali há um laço forte que os une. Quantas vezes nos dissemos em surdina... quem me dera estar ali!
MFC
Pé de meia...
sábado, 16 de maio de 2009
29 flores, um poema.
pétalas...
queria eu, amor, na minha pobre fantasia
contar-te os sonhos em que desfolho flores
e com suas pétalas alivio nossas dores
eu queria, meu amor, na triste fantasia!
são noites que não durmo a teu lado
ah... como se alguma vez o tenha feito!
e o meu leito por ti nunca desfeito
para ti se mantem branco e imaculado
o teu amor corre pelos campos
colhendo, uma a uma, as flores silvestres
e livremente acaricias os seus corpos
queria eu, meu amado, ser a flor
que soubesses em vida te sonhava
para ao meu jardim vires buscar amor
Luísa
Pin gente
sexta-feira, 15 de maio de 2009
29 flores, um poema.
Como rios que se apartam e ao mar retornam.
Como hortênsias que se fanam e reflorescem.
Como taças de água que se enchem e não se entornam.
Como rostos que se perdem e não se esquecem.
Como jóia rutilante em colo de moça.
Como as datas memoráveis se festejam.
Como açúcar que a nossa boca adoça.
Os Poemas são palavras que nos beijam.
Clotilde Simões
Textos e Pretextos
quinta-feira, 14 de maio de 2009
29 flores, um poema.
se flor eu fosse
inundava a cidade
de torrentes de poemas
se flor eu fosse
seria o sangue das ruas
praças de veias coloridas
em canteiros de multicores
se flor eu fosse
trovejava de solfejos
o som das pétalas ritmadas
transferindo as cores de Maio
para o eterno jardim da liberdade
H.
Poetaeusou
quarta-feira, 13 de maio de 2009
29 flores, um poema.
Na manhã azul...
Na manhã azul o som ouviu-se inconfundível.
Na manhã azul o som ouviu-se inconfundível.
Apurei o ouvido, não tinha dúvidas.Fui à varanda, o som ouvia-se mais nítido e depois o homem surgiu com a bicicleta à mão, com aquele ar de senhor do mundo, assobiando no seu realejo.Era um amolador de facas e tesouras , daqueles que também concertam chapéus e alguidares...E logo a minha memória evocou a minha mãe e avó paterna a procurarem as facas que já não cortavam bem, assim como as tesouras.E assistia com espanto à obra de arte que era gatear um prato de estimação ou um alguidar enorme onde a carne para as chouriças ficava em vinha de alho até ficar no ponto...Agora tudo tem um curto prazo de validade, a minha avó e a minha mãe já não procuram nada e eu nem sei fazer chouriças...E logo ontem, que deitei para o lixo uns pratos rachados...
E pensei que este amolador na manhã azul era um poema!
Ouvem-no?
Rosa
terça-feira, 12 de maio de 2009
29 flores, um poema.
palavras...
palavras gravadas na pedra e oferecidas ao vento do amor, palavras com cheiro de pele, de sangue, de suor, de dor, de riso e de esperança, embrulhadas como prendas e levadas no bico dos pássaros, palavras leves,beijos de água, que servem para lavar as mágoas, palavras aladas, luminosas, musicais, que se reportam ao percurso da alma...
Eduardo Aleixo
À Beira de Água
palavras gravadas na pedra e oferecidas ao vento do amor, palavras com cheiro de pele, de sangue, de suor, de dor, de riso e de esperança, embrulhadas como prendas e levadas no bico dos pássaros, palavras leves,beijos de água, que servem para lavar as mágoas, palavras aladas, luminosas, musicais, que se reportam ao percurso da alma...
Eduardo Aleixo
À Beira de Água
segunda-feira, 11 de maio de 2009
29 flores, um poema.
domingo, 10 de maio de 2009
29 flores, um poema.
FLORES PARA VOCÊS!
Ouvi dizer que do lado de lá, já há Sol. Que as primeiras flores começam a querer despontar. Que tenha quem ande a tomar gelados nas esplanadas, ou a comer docinhos nos cafés virados ao mar. E na volta para casa, talvez já se vejam mimosas à beira do caminho.
Digam lá amigos. Já cheira à Primavera?
Ouvi dizer que do lado de lá, já há Sol. Que as primeiras flores começam a querer despontar. Que tenha quem ande a tomar gelados nas esplanadas, ou a comer docinhos nos cafés virados ao mar. E na volta para casa, talvez já se vejam mimosas à beira do caminho.
Digam lá amigos. Já cheira à Primavera?
Então, encham seus dias de flores que ela vem mais depressa!
Mila
Pitanga Doce
sábado, 9 de maio de 2009
29 flores, um poema.
Perguntei a alguém um dia porque ouvia esta ou aquela música se lhe trazia imagens mais marcantes e pouco apaziguadoras. A resposta foi algo do género: Doí ouvir mas, são lindas!!
Correndo o olhar por um escaparate de música algo me despertou a atenção. Verifiquei e comprei. Quando o ouvi em casa, percebi através do mar dos olhos, o porquê da resposta que me tinha sido dada.
Doí ouvir, mas ... apesar das lembranças poderem magoar, surgem também sensações de saudade mas com um sabor agradável. Palavras que foram ditas, alegrias transmitidas, percepções da mesma realidade... sensações que não voltam mas que ficam para sempre guardadas!
Alexandra
A Kind of Magic II
sexta-feira, 8 de maio de 2009
29 flores, um poema.
quinta-feira, 7 de maio de 2009
29 flores, um poema.
Poucas janelas tinham a beleza e o encanto da do seu quarto no casarão dos avós...
Era capaz de ficar por ali horas, a olhar em todas as direcções. No lado norte via o azul do mar e escutava as ondas a enrolarem-se na areia, um pouco antes sentia a mansidão do rio, que se preparava para se entregar ao oceano, em frente, a poucos metros, tinha a aldeia, simples e calma como os seus habitantes, no lado sul descobria os campos verdes que se perdiam para lá da linha do horizonte, com e sem montes...
Nos dias transparentes e límpidos ainda conseguia ver a ilha, plantada no Atlântico.
O relógio do tempo nunca parava e ele era forçado a voltar para dentro, furando a anarquia dos seus dias, quase selvagens...
Era capaz de ficar por ali horas, a olhar em todas as direcções. No lado norte via o azul do mar e escutava as ondas a enrolarem-se na areia, um pouco antes sentia a mansidão do rio, que se preparava para se entregar ao oceano, em frente, a poucos metros, tinha a aldeia, simples e calma como os seus habitantes, no lado sul descobria os campos verdes que se perdiam para lá da linha do horizonte, com e sem montes...
Nos dias transparentes e límpidos ainda conseguia ver a ilha, plantada no Atlântico.
O relógio do tempo nunca parava e ele era forçado a voltar para dentro, furando a anarquia dos seus dias, quase selvagens...
Luís Milheiro
Largo da Memóriaquarta-feira, 6 de maio de 2009
terça-feira, 5 de maio de 2009
...acontece...
Quando a tecnologia comanda até os nossos pequenos prazeres e nos resolve pregar uma partida no melhor da festa - que fazer?!
Nada.
Aconteceu quando eu estava a gostar tanto de editar este Maio: 30 flores, um poema.
O computador, que contém a pasta das imagens para este trabalho pifou...
Assim que for possivel regresso, se ainda tiver ânimo.
Que ano de 2009! Irra!
Desculpem,
Maria P.
segunda-feira, 4 de maio de 2009
30 flores, um poema.
domingo, 3 de maio de 2009
30 flores, um poema.
Mães
Afagam os cabelos dos filhos
com dedos desarmados
e pensam fios de linho
no tear das lembranças
do enxoval.
Do linho nascem panos impolutos
com que dedos armados vão rasgar
até que os fios tornem.
Quando os filhos partirem,
percorrerão os vales,
subirão os montes
com os fios do linho nos braços
a cantar.
Alguns ficarão presos em silvados.
Outros se perderão pelos caminhos. Mas
a paciência das mulheres é infinita
quando se trata de voltar ao tempo
de afagar as sedas
ou de rasgar o linho até ao fio do olhar.
Licínia Quitério
De Pé Sobre O Silêncio
sábado, 2 de maio de 2009
30 flores, um poema.
sexta-feira, 1 de maio de 2009
30 flores, um poema.
quarta-feira, 29 de abril de 2009
terça-feira, 28 de abril de 2009
segunda-feira, 27 de abril de 2009
domingo, 26 de abril de 2009
sexta-feira, 24 de abril de 2009
quinta-feira, 23 de abril de 2009
Os Livros...
Eu devia este livro a essa majestade verde, soberba e enigmática que é a selva amazónica, pelo muito que nela sofri durante os primeiros anos da minha adolescência e pela coragem que me deu para o resto da vida. E devia-o, sobretudo, aos anónimos desbravadores, que viriam a ser meus companheiros, meus irmãos, gente humilde que me antecedeu ou acompanhou na brenha, gente sem crónica definitiva, que à extracção da borracha entregava a sua fome, a sua liberdade e a sua existência. Devia-lhes este livro, que constitui um pequeno capítulo da obra que há-de registar a tremenda caminhada dos deserdados através dos séculos, em busca do pão e da justiça.Ferreira de Castro
Etiquetas:
A Selva,
Dia Mundial do Livro,
Ferreira de Castro
segunda-feira, 20 de abril de 2009
Autores
Depois de tudo, fica a lembrança dos lugares e
dos seus nomes; dos quartos virados a poente
onde as imagens do rio nunca se repetem nas janelas
e todos os enredos são consentidos sobre as camas.
Ao fundo, havia um armário de madeira com espelho
onde as nossas roupas trocavam de perfume
para que os dias se vestissem sempre melhor.
E, sobre a cómoda, num espelho mais antigo,
a tarde reflectia algumas das alegrias da infância.
Não era o quarto de nenhum de nós,
mas a ele regressávamos sempre com a pressa
de quem anseia os cheiros quentes e antigos
da casa conhecida; como quem espera ser aguardado.
Pressenti, porém, que não era eu quem aguardavas:
uma noite, pedi-te mais um cobertor em vez de um abraço.
Maria do Rosário Pedreira
«A Casa e o Cheiro dos Livros»
dos seus nomes; dos quartos virados a poente
onde as imagens do rio nunca se repetem nas janelas
e todos os enredos são consentidos sobre as camas.
Ao fundo, havia um armário de madeira com espelho
onde as nossas roupas trocavam de perfume
para que os dias se vestissem sempre melhor.
E, sobre a cómoda, num espelho mais antigo,
a tarde reflectia algumas das alegrias da infância.
Não era o quarto de nenhum de nós,
mas a ele regressávamos sempre com a pressa
de quem anseia os cheiros quentes e antigos
da casa conhecida; como quem espera ser aguardado.
Pressenti, porém, que não era eu quem aguardavas:
uma noite, pedi-te mais um cobertor em vez de um abraço.
Maria do Rosário Pedreira
«A Casa e o Cheiro dos Livros»
domingo, 19 de abril de 2009
quinta-feira, 16 de abril de 2009
quarta-feira, 15 de abril de 2009
terça-feira, 14 de abril de 2009
Autores
Há momentos infelizes em que a solidão e o silêncio se tornam meios de liberdade.
Paul Valéry
Será?...
Paul Valéry
Será?...
segunda-feira, 13 de abril de 2009
Autores
Há muito que a noite desceu. Os nossos ouvidos
podiam escutar uma prece que finalmente se tornou
mais antiga. O seu sentido é para nós um segredo,
mas tinham-no outrora compreendido. Reconhecemos
como ela acabaria depois por nos pertencer
enquanto a recordamos só para que se torne
igual à mesma voz. Esta chega de longe, tranquila
e leve. Envelheceremos um pouco mais para a receber.
Fernando Guimarães
«Lições das Trevas»
podiam escutar uma prece que finalmente se tornou
mais antiga. O seu sentido é para nós um segredo,
mas tinham-no outrora compreendido. Reconhecemos
como ela acabaria depois por nos pertencer
enquanto a recordamos só para que se torne
igual à mesma voz. Esta chega de longe, tranquila
e leve. Envelheceremos um pouco mais para a receber.
Fernando Guimarães
«Lições das Trevas»
sexta-feira, 10 de abril de 2009
Feliz Páscoa
uma pratinha...
Não estava a pensar publicar nada alusivo a esta época, talvez por falta de animo para festejos, mas ao ler um fantástico post aqui: Rosa dos Ventos , as palavras da Amiga Rosa, fizeram com que recordasse o tempo em que guardava as pratinhas de pequenos chocolates que recebia, como se autênticos tesouros fossem, e eram...
Feliz Páscoa a Todos,
Feliz Páscoa a Todos,
Maria P.
quinta-feira, 9 de abril de 2009
Autores
ONDE QUER QUE O ENCONTRES
Onde quer que o encontres -
escrito, rasgado ou desenhado:
na areia, no papel, na casca de
uma árvore, na pele de um muro
no ar que atravessar de repente
a tua voz, na terra apodrecida
sobre o meu corpo - é teu,
para sempre, o meu nome.
Maria do Rosário Pedreira
«Nenhum Nome Depois»
Onde quer que o encontres -
escrito, rasgado ou desenhado:
na areia, no papel, na casca de
uma árvore, na pele de um muro
no ar que atravessar de repente
a tua voz, na terra apodrecida
sobre o meu corpo - é teu,
para sempre, o meu nome.
Maria do Rosário Pedreira
«Nenhum Nome Depois»
terça-feira, 7 de abril de 2009
segunda-feira, 6 de abril de 2009
Outra Janela...
domingo, 5 de abril de 2009
Autores
Forma Justa
Sei que seria possível construir o mundo justo
As cidades poderiam ser claras e lavadas
Pelo canto dos espaços e das fontes
O céu o mar e a terra estão prontos
A saciar a nossa fome do terrestre
A terra onde estamos — se ninguém atraiçoasse — proporia
Cada dia a cada um a liberdade e o reino
— Na concha na flor no homem e no fruto
Se nada adoecer a própria forma é justa
E no todo se integra como palavra em verso
Sei que seria possível construir a forma justa
De uma cidade humana que fosse
Fiel à perfeição do universo
Por isso recomeço sem cessar a partir da página em branco
E este é meu ofício de poeta para a reconstrução do mundo
Sophia de Mello Breyner Andresen
Sei que seria possível construir o mundo justo
As cidades poderiam ser claras e lavadas
Pelo canto dos espaços e das fontes
O céu o mar e a terra estão prontos
A saciar a nossa fome do terrestre
A terra onde estamos — se ninguém atraiçoasse — proporia
Cada dia a cada um a liberdade e o reino
— Na concha na flor no homem e no fruto
Se nada adoecer a própria forma é justa
E no todo se integra como palavra em verso
Sei que seria possível construir a forma justa
De uma cidade humana que fosse
Fiel à perfeição do universo
Por isso recomeço sem cessar a partir da página em branco
E este é meu ofício de poeta para a reconstrução do mundo
Sophia de Mello Breyner Andresen
sexta-feira, 3 de abril de 2009
Da janela norte...
quinta-feira, 2 de abril de 2009
Dia Internacional do Livro Infantil
Desde 1967, na data de aniversário de Hans Christian Andersen, 2 de Abril, é celebrado o Dia Internacional do Livro Infantil, com o objectivo de promover o gosto pela leitura e evidenciar os livros infantis.

Esta capa é dos primeiros livros, já "velhinho" mas guardado na caixinha das recordações porque é/foi importante, assim se cria o gosto pela leitura, desde pequenos...
quarta-feira, 1 de abril de 2009
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