Um Homem percorre o mundo inteiro em busca daquilo que precisa e volta a casa para encontrá-lo. "George Moore"
quarta-feira, 2 de julho de 2008
segunda-feira, 30 de junho de 2008
Outra Janela...
domingo, 29 de junho de 2008
Autores
JOGO
Os teus dedos perlam
E
Rolar empurrar provocar adular
Torturar sentir dormitar estremecer
Flutuam à minha volta.
Rompe-se a cadeia!
O teu corpo agiganta-se!
No brilho das luzes baixam os teus olhos
E sorvem-me
E sorvem sorvem
Crepusculam
Fervilham!
As paredes afundam-se!
Espaço!
Só
Tu!
August Stramm (1874-1915)
Trad. de João Barrento
Os teus dedos perlam
E
Rolar empurrar provocar adular
Torturar sentir dormitar estremecer
Flutuam à minha volta.
Rompe-se a cadeia!
O teu corpo agiganta-se!
No brilho das luzes baixam os teus olhos
E sorvem-me
E sorvem sorvem
Crepusculam
Fervilham!
As paredes afundam-se!
Espaço!
Só
Tu!
August Stramm (1874-1915)
Trad. de João Barrento
sexta-feira, 27 de junho de 2008
quinta-feira, 26 de junho de 2008
Vamos ajudar...
Vamos ajudar!
A forma de ajudarmos é muito simples, colocar um post com o texto que abaixo indicarei e pôr a imagem que segue, num local visível e com o título: À roda do João Maria. Entretanto passem a palavra e convidem os vossos amigos bloggers a fazerem o mesmo. Acreditem que podemos fazer a diferença.
O João Maria, tem 21 anos e é pintor. Neste momento tem cataratas e por isso necessita ser operado aos olhos. Mas a Médis informou que o seguro não cobre esta operação pois o João tem um cromossoma 21 a mais...inacreditável não é? Obriguemos a Médis a fazer o que é correcto, enviando uma reclamação para o seguinte mail: uac.medis@millenniumbcp.pt
Aproveitem e visitem o blog do João Maria aqui.
E agora mãos á obra!

A forma de ajudarmos é muito simples, colocar um post com o texto que abaixo indicarei e pôr a imagem que segue, num local visível e com o título: À roda do João Maria. Entretanto passem a palavra e convidem os vossos amigos bloggers a fazerem o mesmo. Acreditem que podemos fazer a diferença.
O João Maria, tem 21 anos e é pintor. Neste momento tem cataratas e por isso necessita ser operado aos olhos. Mas a Médis informou que o seguro não cobre esta operação pois o João tem um cromossoma 21 a mais...inacreditável não é? Obriguemos a Médis a fazer o que é correcto, enviando uma reclamação para o seguinte mail: uac.medis@millenniumbcp.pt
Aproveitem e visitem o blog do João Maria aqui.
E agora mãos á obra!

À roda do João Maria
quarta-feira, 25 de junho de 2008
Outra Janela...
Nota:
A Casa de Maio não vai fechar a porta, apenas abrandar o ritmo.
Um abraço,
Maria P.
domingo, 22 de junho de 2008
Ao entardecer...
A voz
Da tua voz
o corpo
o tempo já vencido
os dedos que me
vogam
nos cabelos
e os lábios que me
roçam pela boca
nesta mansa tontura
em nunca tê-los...
Meu amor
que quartos na memória
não ocupamos nós
se não partimos...
Mas porque assim te invento
e já te troco as horas
vou passando dos teus braços
que não sei
para o vácuo em que me deixas
se demoras
nesta mansa certeza que não vens.
Maria Teresa Horta
Da tua voz
o corpo
o tempo já vencido
os dedos que me
vogam
nos cabelos
e os lábios que me
roçam pela boca
nesta mansa tontura
em nunca tê-los...
Meu amor
que quartos na memória
não ocupamos nós
se não partimos...
Mas porque assim te invento
e já te troco as horas
vou passando dos teus braços
que não sei
para o vácuo em que me deixas
se demoras
nesta mansa certeza que não vens.
Maria Teresa Horta
sexta-feira, 20 de junho de 2008
quinta-feira, 19 de junho de 2008
terça-feira, 17 de junho de 2008
Autores
Recorda sempre a casa de seus pais,
enquanto foi criança, como se aquecida
por uma lareira
que nunca precisou de lá existir.
David Mourão-Ferreira
enquanto foi criança, como se aquecida
por uma lareira
que nunca precisou de lá existir.
David Mourão-Ferreira
segunda-feira, 16 de junho de 2008
domingo, 15 de junho de 2008
Autores
Não Choro...
A dor não me pertence.
Vive fora de mim, na natureza,
livre como a electricidade.
Carrega os céus de sombra,
entra nas plantas,
desfaz as flores...
José Gomes Ferreira
A dor não me pertence.
Vive fora de mim, na natureza,
livre como a electricidade.
Carrega os céus de sombra,
entra nas plantas,
desfaz as flores...
José Gomes Ferreira
sexta-feira, 13 de junho de 2008
Bom fim-de-semana...
Foi este o tema da semana no blogue Palavra Puxa Palavra .
Foi esta a fotografia da Casa de Maio.
Foi este o meu olhar, o Sol a nascer a Oeste é uma miragem ...
quinta-feira, 12 de junho de 2008
Ao amanhecer ...
Hoje acordei conflituosa.
Provocadora, talvez.
Um lenço de seda (ou uma ave?)
cerca-me o pescoço; reajusta
o decote da blusa ao esboço dos seios;
roça, no contorno dos ombros,
a tatuagem, quase invisível, dos sentidos.
Lá fora, a chuva cai. Tão devagar que faz sede.
Provocadora, talvez.
Um lenço de seda (ou uma ave?)
cerca-me o pescoço; reajusta
o decote da blusa ao esboço dos seios;
roça, no contorno dos ombros,
a tatuagem, quase invisível, dos sentidos.
Lá fora, a chuva cai. Tão devagar que faz sede.
Graça Pires
«Quando as estevas entraram no poema»
quarta-feira, 11 de junho de 2008
Outra Janela...
Nota:
O país está numa situação complicada, tenho plena noção disso, mas as minhas janelas continuam abertas para o belo enquanto tiver esperança num futuro melhor e - tal como alguém me disse - "é o que faz ter um blogue de poesia à janela..."
terça-feira, 10 de junho de 2008
Dia 10 de Junho
Descalça vai para a fonte
Descalça vai para a fonte
Lianor pela verdura;
Vai fermosa, e não segura.
Leva na cabeça o pote,
O testo nas mãos de prata,
Cinta de fina escarlata,
Sainho de chamelote;
Traz a vasquinha de cote,
Mais branca que a neve pura.
Vai fermosa e não segura.
Descobre a touca a garganta,
Cabelos de ouro entrançado
Fita de cor de encarnado,
Tão linda que o mundo espanta.
Chove nela graça tanta,
Que dá graça à fermosura.
Vai fermosa e não segura.
Luís de Camões
Este porque foi o que mais gostei de aprender/ler na escola...
Descalça vai para a fonte
Lianor pela verdura;
Vai fermosa, e não segura.
Leva na cabeça o pote,
O testo nas mãos de prata,
Cinta de fina escarlata,
Sainho de chamelote;
Traz a vasquinha de cote,
Mais branca que a neve pura.
Vai fermosa e não segura.
Descobre a touca a garganta,
Cabelos de ouro entrançado
Fita de cor de encarnado,
Tão linda que o mundo espanta.
Chove nela graça tanta,
Que dá graça à fermosura.
Vai fermosa e não segura.
Luís de Camões
Este porque foi o que mais gostei de aprender/ler na escola...
domingo, 8 de junho de 2008
Autores
O prazer que tu esperas varia na razão inversa do tempo de o esperares. E da inquietação também. Porque quanto mais esperas e te inquietas, menos prazer ele é. Espera-o no infinito para te não inquietares. E que ele seja depois o prazer que for. Mas o contrário também é verdadeiro.
Vergílio Ferreira
in, «Pensar»
sexta-feira, 6 de junho de 2008
quinta-feira, 5 de junho de 2008
Outra Janela...
quarta-feira, 4 de junho de 2008
terça-feira, 3 de junho de 2008
Outra Janela...
segunda-feira, 2 de junho de 2008
domingo, 1 de junho de 2008
No dia da Criança...

Em 20 de Novembro de 1959, a ONU aprovou a Declaração dos Direitos da Criança, com 10 artigos:
1. A criança deve ter condições para se desenvolver física, mental, moral, espiritual e socialmente, com liberdade e dignidade.
2. A criança tem direito a um nome e uma nacionalidade, desde o seu nascimento.
3. A criança tem direito à alimentação, lazer, moradia e serviços médicos adequados.
4. A criança deve crescer amparada pelos pais e sob sua responsabilidade, num ambiente de afecto e de segurança.
5. A criança prejudicada física ou mentalmente deve receber tratamento, educação e cuidados especiais.
6. A criança tem direito a educação gratuita e obrigatória, ao menos nas etapas elementares.
7. A criança, em todas as circunstâncias, deve estar entre os primeiros a receber protecção e socorro.
8. A criança deve ser protegida contra toda a forma de abandono e exploração. Não deverá trabalhar antes de uma idade adequada.
9. As crianças devem ser protegidas contra a prática de discriminação racial, religiosa, ou de qualquer índole.
10. A criança deve ser educada num espírito de compreensão, tolerância, amizade, fraternidade e paz entre os povos.
Este ano resolvi seguir a boa iniciativa da Maria, O Cheiro da Ilha , porque acho sinceramente que nunca é demais lembrar os Direitos das Crianças...
sábado, 31 de maio de 2008
Ao amanhecer ...
O TEMPO DE MAIO
Maio é o tempo da perfeita harmonia.
Trajado de negro, mal rompe a luz
O melro canta uma canção de clara alegria.
Nos campos se abraçam as flores e as cores.
O cuco saúda o verão majestoso com galhardia.
Passou o tempo dos dias ruins, a brisa é doçura.
No bosque as árvores de folhas se vestem
E se foram nuas agora são sebe de verde espessura.
O verão vem chegando e corre sem pressa a água no rio.
Manadas ligeiras nas águas mansas a sede saciam.
Na encosta dos montes se espalha o azul do cabelo da urze.
E frágil e branca se abre a flor do linho silvestre.
A pequena abelha, de fraco poder, carrega em seus pés
Rica colheita oculta em flores. O gado pasta ne erva tenra
Dos verdes prados. Na sua tarefa não há fadiga
A formiga vai e depois vem para logo ir e nunca parar.
Nos bosques a harpa tange melodias, música de paz
Que acalma a tormenta que o lago agitara.
E o barco balouça de velas dormidas
Envolto na bruma da cor das flores do tempo de Maio.
Na seara escondida, e de sol a sol, solta a codorniz
Um canto de energia, como um bardo real.
Esguia e delgada, mui branca e pura, saúda a cascata,
Em murmúrio de prata, a calma serena do arroio que a bebe.
Ligeira e veloz, no céu a andorinha é um dardo negro.
Há música que paira na encosta e no vale, nos montes em volta, a cintilar.
Os frutos do verão já se anunciam em gomo formosos.
Cantam as aves na ramaria e no rio os peixes pulam e saltam.
O vigor dos homens de novo renasce e ao longe a montanha
Mostra sem medo sua glória, altiva e sem mácula.
Da crista ao chão, as árvores do bosque são uma festa
De verde e de folhas; e a planura é um lavor de cores e flores.
Os dias de Maio são de alegria e de espledor,
Quando as donzelas sorriem de orgulho pela sua beleza
E jovens guerreiros se mostram mui hábeis, ágeis e esbeltos.
Os dias de Maio o verão anunciam, o tempo é de paz.
E no céu azul há uma criatura que é ave inocente.
Pequena e frágil, de límpida voz de água clara,
Canta a cotovia maravilhas e contos, em que apenas diz
Que a perfeita harmonia é o tempo de Maio.
Cultura Celta (Irlandês)
Anónimo (séc.IX-X)
Tradução: José Domingos Morais
Maio é o tempo da perfeita harmonia.
Trajado de negro, mal rompe a luz
O melro canta uma canção de clara alegria.
Nos campos se abraçam as flores e as cores.
O cuco saúda o verão majestoso com galhardia.
Passou o tempo dos dias ruins, a brisa é doçura.
No bosque as árvores de folhas se vestem
E se foram nuas agora são sebe de verde espessura.
O verão vem chegando e corre sem pressa a água no rio.
Manadas ligeiras nas águas mansas a sede saciam.
Na encosta dos montes se espalha o azul do cabelo da urze.
E frágil e branca se abre a flor do linho silvestre.
A pequena abelha, de fraco poder, carrega em seus pés
Rica colheita oculta em flores. O gado pasta ne erva tenra
Dos verdes prados. Na sua tarefa não há fadiga
A formiga vai e depois vem para logo ir e nunca parar.
Nos bosques a harpa tange melodias, música de paz
Que acalma a tormenta que o lago agitara.
E o barco balouça de velas dormidas
Envolto na bruma da cor das flores do tempo de Maio.
Na seara escondida, e de sol a sol, solta a codorniz
Um canto de energia, como um bardo real.
Esguia e delgada, mui branca e pura, saúda a cascata,
Em murmúrio de prata, a calma serena do arroio que a bebe.
Ligeira e veloz, no céu a andorinha é um dardo negro.
Há música que paira na encosta e no vale, nos montes em volta, a cintilar.
Os frutos do verão já se anunciam em gomo formosos.
Cantam as aves na ramaria e no rio os peixes pulam e saltam.
O vigor dos homens de novo renasce e ao longe a montanha
Mostra sem medo sua glória, altiva e sem mácula.
Da crista ao chão, as árvores do bosque são uma festa
De verde e de folhas; e a planura é um lavor de cores e flores.
Os dias de Maio são de alegria e de espledor,
Quando as donzelas sorriem de orgulho pela sua beleza
E jovens guerreiros se mostram mui hábeis, ágeis e esbeltos.
Os dias de Maio o verão anunciam, o tempo é de paz.
E no céu azul há uma criatura que é ave inocente.
Pequena e frágil, de límpida voz de água clara,
Canta a cotovia maravilhas e contos, em que apenas diz
Que a perfeita harmonia é o tempo de Maio.
Cultura Celta (Irlandês)
Anónimo (séc.IX-X)
Tradução: José Domingos Morais
quinta-feira, 29 de maio de 2008
Ao anoitecer...
Lutaram corpo a corpo com o frio
Das casas onde nunca ninguém passa,
Sós, em quartos imensos de vazio,
Com um poente em chamas na vidraça.
Sophia de Mello Breyner Andresen
Das casas onde nunca ninguém passa,
Sós, em quartos imensos de vazio,
Com um poente em chamas na vidraça.
Sophia de Mello Breyner Andresen
quarta-feira, 28 de maio de 2008
Ao entardecer...
Viagem
Aparelhei o barco da ilusão
E reforcei a fé de marinheiro.
Era longe o meu sonho, e traiçoeiro
O mar…
(Só nos é concedida
Esta vida
Que temos;
E é nela que é preciso
Procurar
O velho paraíso
Que perdemos).
Prestes, larguei a vela
E disse adeus ao cais, à paz tolhida.
Desmedida,
A revolta imensidão
Transforma dia a dia a embarcação
Numa errante e alada sepultura…
Mas corto as ondas sem desanimar.
Em qualquer aventura,
O que importa é partir, não é chegar.
Miguel Torga
Aparelhei o barco da ilusão
E reforcei a fé de marinheiro.
Era longe o meu sonho, e traiçoeiro
O mar…
(Só nos é concedida
Esta vida
Que temos;
E é nela que é preciso
Procurar
O velho paraíso
Que perdemos).
Prestes, larguei a vela
E disse adeus ao cais, à paz tolhida.
Desmedida,
A revolta imensidão
Transforma dia a dia a embarcação
Numa errante e alada sepultura…
Mas corto as ondas sem desanimar.
Em qualquer aventura,
O que importa é partir, não é chegar.
Miguel Torga
terça-feira, 27 de maio de 2008
Ao amanhecer ...
Encostei-me a ti, sabendo bem que eras somente onda.
Sabendo bem que eras nuvem, depus minha vida em ti.
Como sabia bem tudo isso, e dei-me ao teu destino frágil,
fiquei sem poder chorar, quando caí.
Cecília Meireles
Sabendo bem que eras nuvem, depus minha vida em ti.
Como sabia bem tudo isso, e dei-me ao teu destino frágil,
fiquei sem poder chorar, quando caí.
Cecília Meireles
domingo, 25 de maio de 2008
Ao entardecer...
Em nome do teu nome, invoco o sul do silêncio
e arrimo o corpo ao vagar dos teus dedos.
Depois, deixo que me invadas, poro a poro,
que me cerques, me sacies e que a luz ilícita
dos teus olhos me ajuste ao teu abraço.
Graça Pires
Quando as estevas entraram no poema
sexta-feira, 23 de maio de 2008
Autores
Praia
Na luz oscilam os múltiplos navios
Caminho ao longo dos oceanos frios
As ondas desenrolam os seus braços
E brancas tombam de bruços
A praia é lis e longa sob o vento
Saturada de espaços e maresia
E para trás fica o murmúrio
Das ondas enroladas como búzios.
Sophia de Mello Breyner
Na luz oscilam os múltiplos navios
Caminho ao longo dos oceanos frios
As ondas desenrolam os seus braços
E brancas tombam de bruços
A praia é lis e longa sob o vento
Saturada de espaços e maresia
E para trás fica o murmúrio
Das ondas enroladas como búzios.
Sophia de Mello Breyner
quinta-feira, 22 de maio de 2008
1 2 3, diz outra vez!
Adeus, pedrinha da fonte,
Onde me eu ia assentar,
Onde passei muitas noites
E noitinhas de luar.
Adeus pedrinha da fonte,
Onde se assentam pimpões;
Donde se rasgam baetas,
Panos finos e bretões.
Quadras Populares.
quarta-feira, 21 de maio de 2008
1 2 3, diz outra vez!
Fui beber à clara fonte,
Por baixo da verde murta.
Foi mais por ver os teus olhos,
Que a sede não era muita.
Por baixo da verde murta.
Foi mais por ver os teus olhos,
Que a sede não era muita.
Quadras Populares
terça-feira, 20 de maio de 2008
Subscrever:
Mensagens (Atom)