terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Cinco Poemas

Para os Amigos

Antes que Seja Tarde
Amigo, tu que choras uma angústia qualquer
e falas de coisas mansas como o luar
e paradas
omo as águas de um lago adormecido,
acorda!
Deixa de vez
as margens do regato solitário
onde te miras
como se fosses a tua namorada.
Abandona o jardim sem flores
desse país inventado
onde tu és o único habitante.
Deixa os desejos sem rumo
de barco ao deus-dará
e esse ar de renúncia
às coisas do mundo.
Acorda, amigo,
liberta-te dessa paz podre de milagre
que existe
apenas na tua imaginação.
Abre os olhos e olha,
abre os braços e luta!
Amigo,
antes da morte vir
nasce de vez para a vida.

Manuel da Fonseca

5 comentários:

Maria disse...

Um poema de força, como o são todos os de Manuel da Fonseca.

Beijinho, minha Maria!

Rosa dos Ventos disse...

Subscrevo o que diz a Maria só que eu não conhecia este poema do grande Manuel da Fonseca!

Abraço

heretico disse...

beijo, Amiga

Bom Ano.

beijos

Luis Eme disse...

um poema pouco "poético", quando canção de intervenção.

beijinhos M. Maria Maio

Luis Eme disse...

(era quase...)