terça-feira, 14 de setembro de 2010

Leituras

Sob o Azul

o primeiro nome da terra

e todos os lugares de véspera
sob o azul
na pedra
transbordando

sob o azul dessa brancura
a que darei voo
pétala

um só prelúdio de onda

e as moradas do tempo

como nas lágrimas
fonte
e infinito

Marta Fialho
in «O escritor» nº24/25 -Dez.2009

4 comentários:

Mar Arável disse...

Muito belo

Lídia Borges disse...

Para sentir, em silêncio.

Um beijo

Eduardo Aleixo disse...

É um poema de pétalas azuis tão puras brancas e aladas
è uma flor é uma asa é uma vela é uma dança sem chão apenas vela é perfume é anta-manhã é frescura é orvalho
tinha de ser azul
apenas brancura por causa das asas.............
Bj

heretico disse...

poema muito belo. uma poetisa e tanto...

gostei muito.

beijos