Um Homem percorre o mundo inteiro em busca daquilo que precisa e volta a casa para encontrá-lo. "George Moore"
domingo, 31 de agosto de 2008
Autores
Só
Pedro Branco
Chora. Inventa a tua praia de lágrimas cheia de grãos e pequenitas pedras no vai e vem das marés. Depois levanta a cabeça para o sol e oferece-lhe um sorriso. O teu sorriso. Talvez a medo. O Sol saberá guardá-lo e mostrá-lo ao mundo. Nesse momento voltaremos a cantar. Na aragem dos poetas...
Pedro Branco
«Escolhas»
sexta-feira, 29 de agosto de 2008
quinta-feira, 28 de agosto de 2008
quarta-feira, 27 de agosto de 2008
terça-feira, 26 de agosto de 2008
segunda-feira, 25 de agosto de 2008
domingo, 24 de agosto de 2008
Autores
Lua adversa
Tenho fases, como a lua
Fases de andar escondida,
fases de vir para a rua...
Perdição da minha vida!
Perdição da vida minha!
Tenho fases de ser tua,
tenho outras de ser sozinha
Fases que vão e que vêm,
no secreto calendário
que um astrólogo arbitrário
inventou para meu uso.
E roda a melancolia
seu interminável fuso!
Não me encontro com ninguém
(tenho fases, como a lua...)
No dia de alguém ser meu
não é dia de eu ser sua...
E, quando chega esse dia,
o outro desapareceu...
Cecília Meireles
sexta-feira, 22 de agosto de 2008
Autores
ONDE QUER QUE O ENCONTRES
Onde quer que o encontres -
escrito, rasgado ou desenhado:
na areia, no papel, na casca de
uma árvore, na pele de um muro
no ar que atravessar de repente
a tua voz, na terra apodrecida
sobre o meu corpo - é teu,
para sempre, o meu nome.
Maria do Rosário Pedreira
«Nenhum Nome Depois»
Onde quer que o encontres -
escrito, rasgado ou desenhado:
na areia, no papel, na casca de
uma árvore, na pele de um muro
no ar que atravessar de repente
a tua voz, na terra apodrecida
sobre o meu corpo - é teu,
para sempre, o meu nome.
Maria do Rosário Pedreira
«Nenhum Nome Depois»
quinta-feira, 21 de agosto de 2008
terça-feira, 19 de agosto de 2008
Autores
Quem és tu
Quem és tu que assim vens pela noite adiante,
Pisando o luar branco dos caminhos,
Sob o rumor das folhas inspiradas?
A perfeição nasce do eco dos teus passos,
E a tua presença acorda a plenitude
A que as coisas tinham sido destinadas.
A história da noite é o gesto dos teus braços,
O ardor do vento a tua juventude,
E o teu andar é a beleza das estradas.
Sophia de Mello Breyner Andresen
Quem és tu que assim vens pela noite adiante,
Pisando o luar branco dos caminhos,
Sob o rumor das folhas inspiradas?
A perfeição nasce do eco dos teus passos,
E a tua presença acorda a plenitude
A que as coisas tinham sido destinadas.
A história da noite é o gesto dos teus braços,
O ardor do vento a tua juventude,
E o teu andar é a beleza das estradas.
Sophia de Mello Breyner Andresen
segunda-feira, 18 de agosto de 2008
quinta-feira, 14 de agosto de 2008
quarta-feira, 13 de agosto de 2008
Outra Janela...
segunda-feira, 11 de agosto de 2008
Daspalavrasquenosunem

Não me peças as palavras de novo
Deixa-me no voo rasante por entre cada olhar
Encosta-me ao saber de um manto forte e quente
Que só na ternura desse poiso saberei descansar
Não me meças a alma por entre os versos
Olha-me, simplesmente. Nem precisas chorar
Sei bem que o infinito está dentro de nós
Sempre que o conseguimos encontrar.
Escolhas, o primeiro livro Das Palavras Que Nos Unem , gostei, os meus parabéns Pedro!
domingo, 10 de agosto de 2008
Autores
O VAZIO
Por vezes de repente há um vazio
nem um gesto nem voz nem pensamento
terrível como a foz do grande rio
onde vai dar algures o esquecimento.
Nem branco ou negro nem sequer cinzento
um calor sem calor. Frio sem frio.
Não há nada por fora. E nada dentro.
Não é menos nem mais. É só vazio.
Manuel Alegre
Por vezes de repente há um vazio
nem um gesto nem voz nem pensamento
terrível como a foz do grande rio
onde vai dar algures o esquecimento.
Nem branco ou negro nem sequer cinzento
um calor sem calor. Frio sem frio.
Não há nada por fora. E nada dentro.
Não é menos nem mais. É só vazio.
Manuel Alegre
sexta-feira, 8 de agosto de 2008
quinta-feira, 7 de agosto de 2008
rendas & lendas
A Origem Dos Brincos
Creio que é de origem árabe, é a lenda que conta que Sara, esposa de Brahmi, muito ciumenta e, tendo notado especial carinho e atenção do seu esposo pela escrava Hadjer, num momento de loucura, mandou furar os lóbulos das orelhas da suposta rival...
Brahmi cuidou das feridas da escrava, com todo o carinho, mas quando cicatrizaram, notou que existia um furo em cada orelha. Para consolar a escrava, mandou fazer duas argolas em ouro para colocar nos furos, assim foi, fez com que a escrava ficasse mais bela e atraente com tais adornos, os brincos.
quarta-feira, 6 de agosto de 2008
Autores
Um rio nasce perto dos lábios
de quem improvisa a sede,
ou sabe usar as mãos para colher
as primeiras amoras do verão.
Às vezes, os frutos derretem-se
na boca, queimando a língua de prazer.
É assim que os amantes se redimem
dos consentidos silêncios.
Graça Pires
«Quando as estevas entraram no poema»
de quem improvisa a sede,
ou sabe usar as mãos para colher
as primeiras amoras do verão.
Às vezes, os frutos derretem-se
na boca, queimando a língua de prazer.
É assim que os amantes se redimem
dos consentidos silêncios.
Graça Pires
«Quando as estevas entraram no poema»
segunda-feira, 4 de agosto de 2008
Autores
BATO, BATO NAS PEDRAS
Bato no fundo.
Bato nas pedras do fundo.
Julgava tudo quieto
e vai a corda parte,
caio por aqui abaixo,
digo, até ao fundo.
Levanto os olhos: ai
aquele brando som
que me chega tão cavo;
ai, digo, e estou no fundo.
Bato, bato nas pedras.
Mexo-me pouco. Magoa
respirar.
No fundo, limos, pedras,
sons que se escapam nos...
Limos, por aqui abaixo.
Fernando Assis Pacheco
A Musa Irregular
Bato no fundo.
Bato nas pedras do fundo.
Julgava tudo quieto
e vai a corda parte,
caio por aqui abaixo,
digo, até ao fundo.
Levanto os olhos: ai
aquele brando som
que me chega tão cavo;
ai, digo, e estou no fundo.
Bato, bato nas pedras.
Mexo-me pouco. Magoa
respirar.
No fundo, limos, pedras,
sons que se escapam nos...
Limos, por aqui abaixo.
Fernando Assis Pacheco
A Musa Irregular
domingo, 3 de agosto de 2008
Autores
BREVE CANÇÃO DO VENTO OESTE
Ele há-de vir o vento oeste
ele há-de vir e há-de levar
as vãs palavras que escreveste.
Ele há-de vir com seu presságio
e os címbalos que já trazem o som do inverno
ele há-de vir o vento oeste e há-de apagar
o verão que parecia ser eterno.
Ele há-de vir com seu adágio
suas orquestras em convés que vão ao fundo
ele há-de vir e há-de apagar
a escrita a jura as ilusões do mundo.
Em cada verso há um naufrágio
não sei de poema que não seja mar.
Manuel Alegre
Foz do Arelho, 30-8-2003
Ele há-de vir o vento oeste
ele há-de vir e há-de levar
as vãs palavras que escreveste.
Ele há-de vir com seu presságio
e os címbalos que já trazem o som do inverno
ele há-de vir o vento oeste e há-de apagar
o verão que parecia ser eterno.
Ele há-de vir com seu adágio
suas orquestras em convés que vão ao fundo
ele há-de vir e há-de apagar
a escrita a jura as ilusões do mundo.
Em cada verso há um naufrágio
não sei de poema que não seja mar.
Manuel Alegre
Foz do Arelho, 30-8-2003
sexta-feira, 1 de agosto de 2008
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