sábado, 1 de novembro de 2008

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Tenho Saudades do Calor ó Mãe
Tenho saudades do calor ó mãe que me penteias
Ó mãe que me cortas o cabelo — o meu cabelo
Adorna-te muito mais do que os anéis

Dá-me um pouco do teu corpo como herança
Uma porção do teu corpo glorioso — não o que já tenho —
O que em ti já contempla o que os santos vêem nos céus
Dá-me o pão do céu porque morro
Faminto, morro à míngua do alto

Tenho saudades dos caminhos quando me deixas
Em casa. Padeço tanto
Penso tanto
Canto tão alto quando calculo os corpos celestes

Ó infinita ó infinita mãe

Daniel Faria
«Dos Líquidos»

11 comentários:

mfc disse...

É das palavras mais lindas que conheço.

Maripa disse...

Tantas saudades...tantas que nem se podem contar.

Beijo carinhoso,Maria.

Pitanga Doce disse...

Agora entendo, Maria.

beijos ao entardecer

OUTONO disse...

Também tenho saudades do calor da minha mãe...

Tenho um prémio que gostaria de partilhar contigo.

Aparece. Beijo.

Ka disse...

beijoca grande e um xi amiga

Luis Eme disse...

as mães são sempre infinitas...

beijos M. Maria Maio

Alexandre disse...

Todas as dedicatórias às nossas MÃES nunca serão demais!!!

Muitos beijinhos!!! Bom domingo!!!

Luís Galego disse...

Tenho saudades dos caminhos quando me deixas
Em casa. Padeço tanto


Não conhecia o poeta...obrigado, artista da imagem!

Um bj

Eduardo Aleixo disse...

Sulime.
Bj.
EA

poetaeusou . . . disse...

*
belo poema,
saudades,
quem as não tem,
,
bj,h,
,
*

Maria P. disse...

Estas palavras fazem sempre todo o sentido para mim, certos dias tem mais força, tocam mais...

Beijinhos*