quarta-feira, 26 de novembro de 2008

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Silêncio, Nostalgia...

Silêncio, nostalgia...
Hora morta, desfolhada,
sem dor, sem alegria,
pelo tempo abandonada.

Luz de Outono, fria, fria...
Hora inútil e sombria
de abandono.
Não sei se é tédio, sono,
silêncio ou nostalgia.

Interminável dia
de indizíveis cansaços,
de funda melancolia.
Sem rumo para os meus passos,
para que servem meus braços,
nesta hora fria, fria?

Fernanda de Castro
«Trinta e Nove Poemas»

5 comentários:

Maria disse...

Por um momento lembrei-me de Florbela Espanca...

Beijinho, Maria

Eduardo Aleixo disse...

Poema de melancolia, de espera...até ser dia. Não tarda aí.
Bj.
EA

Rosa dos Ventos disse...

Há momentos destes em qualquer época, mas a melancolia é marca de Outono, seguramente!

Abraço

poetaeusou . . . disse...

*
Não vás para tão longe;
Quero ver
Se ainda sabes olhar-me como d'antes,
E se nas tuas mãos acariciantes,
Inda existe o perfume de que eu gosto.
,
in-fernanda de castro,
,
bj,h,
,
*

Maria P. disse...

São sem dúvida palavras de "Outono" assim as li, e senti...

Beijinhos*