terça-feira, 20 de fevereiro de 2007

Ao meditar...

CHAMAMENTO

levanta-te do chão
morde as palavras soltas
prostra-te agora
e ajoelhado agarra toda a terra
até sentires a lama a causticar os ossos

pulveriza as máscaras de calcário impostas
e erguendo o rosto caminha em direcção
à silhueta de lume que pulsa
entre os ramos da árvore sibilina

Porfírio Al Brandão
O Príncipe Nu

2 comentários:

Pé de Salsa disse...

Desconhecia este poema.
Esta é umas das muitas vantagens de "andar por aqui".

"Ao meditar...", como preciso de o fazer!

Um beijo para ti, Maria. E obrigada pelas visitas.

poetaeusou . . . disse...

Palavras sibilinas.
Em causticados rostos.
De lamosas máscaras.
Em ósseas ramadas.
De arvore feita terra.
jinos.