terça-feira, 27 de fevereiro de 2007

Ao meditar...

Sei a nuvem de cinza que turva o
oceano, a sombra que desfigura a
minha mão vazia. Sei as paisagens
que um dia se deitaram entre nós
para sempre adormecidas. Sinto

a dor estendida sobre a memória
do teu corpo na cama que ficou
aberta como uma ferida. E, sem
razão, repito a todo o instante nos
meus lábios cansados esse nome
que ainda me falta em quase tudo.

Maria do Rosário Pedreira
Nenhum Nome Depois