Mário Quintana
Um Homem percorre o mundo inteiro em busca daquilo que precisa e volta a casa para encontrá-lo. "George Moore"
quarta-feira, 13 de agosto de 2008
Outra Janela...
segunda-feira, 11 de agosto de 2008
Daspalavrasquenosunem
MelNão me peças as palavras de novo
Deixa-me no voo rasante por entre cada olhar
Encosta-me ao saber de um manto forte e quente
Que só na ternura desse poiso saberei descansar
Não me meças a alma por entre os versos
Olha-me, simplesmente. Nem precisas chorar
Sei bem que o infinito está dentro de nós
Sempre que o conseguimos encontrar.
Escolhas, o primeiro livro Das Palavras Que Nos Unem , gostei, os meus parabéns Pedro!
domingo, 10 de agosto de 2008
Autores
O VAZIO
Por vezes de repente há um vazio
nem um gesto nem voz nem pensamento
terrível como a foz do grande rio
onde vai dar algures o esquecimento.
Nem branco ou negro nem sequer cinzento
um calor sem calor. Frio sem frio.
Não há nada por fora. E nada dentro.
Não é menos nem mais. É só vazio.
Manuel Alegre
Por vezes de repente há um vazio
nem um gesto nem voz nem pensamento
terrível como a foz do grande rio
onde vai dar algures o esquecimento.
Nem branco ou negro nem sequer cinzento
um calor sem calor. Frio sem frio.
Não há nada por fora. E nada dentro.
Não é menos nem mais. É só vazio.
Manuel Alegre
sexta-feira, 8 de agosto de 2008
quinta-feira, 7 de agosto de 2008
rendas & lendas
A Origem Dos Brincos
Creio que é de origem árabe, é a lenda que conta que Sara, esposa de Brahmi, muito ciumenta e, tendo notado especial carinho e atenção do seu esposo pela escrava Hadjer, num momento de loucura, mandou furar os lóbulos das orelhas da suposta rival...
Brahmi cuidou das feridas da escrava, com todo o carinho, mas quando cicatrizaram, notou que existia um furo em cada orelha. Para consolar a escrava, mandou fazer duas argolas em ouro para colocar nos furos, assim foi, fez com que a escrava ficasse mais bela e atraente com tais adornos, os brincos.
quarta-feira, 6 de agosto de 2008
Autores
Um rio nasce perto dos lábios
de quem improvisa a sede,
ou sabe usar as mãos para colher
as primeiras amoras do verão.
Às vezes, os frutos derretem-se
na boca, queimando a língua de prazer.
É assim que os amantes se redimem
dos consentidos silêncios.
Graça Pires
«Quando as estevas entraram no poema»
de quem improvisa a sede,
ou sabe usar as mãos para colher
as primeiras amoras do verão.
Às vezes, os frutos derretem-se
na boca, queimando a língua de prazer.
É assim que os amantes se redimem
dos consentidos silêncios.
Graça Pires
«Quando as estevas entraram no poema»
segunda-feira, 4 de agosto de 2008
Autores
BATO, BATO NAS PEDRAS
Bato no fundo.
Bato nas pedras do fundo.
Julgava tudo quieto
e vai a corda parte,
caio por aqui abaixo,
digo, até ao fundo.
Levanto os olhos: ai
aquele brando som
que me chega tão cavo;
ai, digo, e estou no fundo.
Bato, bato nas pedras.
Mexo-me pouco. Magoa
respirar.
No fundo, limos, pedras,
sons que se escapam nos...
Limos, por aqui abaixo.
Fernando Assis Pacheco
A Musa Irregular
Bato no fundo.
Bato nas pedras do fundo.
Julgava tudo quieto
e vai a corda parte,
caio por aqui abaixo,
digo, até ao fundo.
Levanto os olhos: ai
aquele brando som
que me chega tão cavo;
ai, digo, e estou no fundo.
Bato, bato nas pedras.
Mexo-me pouco. Magoa
respirar.
No fundo, limos, pedras,
sons que se escapam nos...
Limos, por aqui abaixo.
Fernando Assis Pacheco
A Musa Irregular
domingo, 3 de agosto de 2008
Autores
BREVE CANÇÃO DO VENTO OESTE
Ele há-de vir o vento oeste
ele há-de vir e há-de levar
as vãs palavras que escreveste.
Ele há-de vir com seu presságio
e os címbalos que já trazem o som do inverno
ele há-de vir o vento oeste e há-de apagar
o verão que parecia ser eterno.
Ele há-de vir com seu adágio
suas orquestras em convés que vão ao fundo
ele há-de vir e há-de apagar
a escrita a jura as ilusões do mundo.
Em cada verso há um naufrágio
não sei de poema que não seja mar.
Manuel Alegre
Foz do Arelho, 30-8-2003
Ele há-de vir o vento oeste
ele há-de vir e há-de levar
as vãs palavras que escreveste.
Ele há-de vir com seu presságio
e os címbalos que já trazem o som do inverno
ele há-de vir o vento oeste e há-de apagar
o verão que parecia ser eterno.
Ele há-de vir com seu adágio
suas orquestras em convés que vão ao fundo
ele há-de vir e há-de apagar
a escrita a jura as ilusões do mundo.
Em cada verso há um naufrágio
não sei de poema que não seja mar.
Manuel Alegre
Foz do Arelho, 30-8-2003
sexta-feira, 1 de agosto de 2008
quinta-feira, 31 de julho de 2008
Outra Janela...
segunda-feira, 14 de julho de 2008
Da janela sul...
Na luz oscilam os múltiplos navios
Caminho ao longo dos oceanos frios
As ondas desenrolam os seus braços
E brancas tombam de bruços
A praia é lis e longa sob o vento
Saturada de espaços e maresia
A praia é lis e longa sob o vento
Saturada de espaços e maresia
E para trás fica o murmúrio
Das ondas enroladas como búzios.
Das ondas enroladas como búzios.
Sophia de Mello Breyner
Porque o tempo é de praia,depois eu volto, até breve...
domingo, 13 de julho de 2008
Outra Janela...
sexta-feira, 11 de julho de 2008
quinta-feira, 10 de julho de 2008
Autores
Confiança
O que é bonito neste mundo, e anima,
É ver que na vindima
De cada sonho
Fica a cepa a sonhar outra aventura…
E que a doçura
Que se não prova
Se transfigura
Numa doçura
Muito mais pura
E muito mais nova…
Miguel Torga
O que é bonito neste mundo, e anima,
É ver que na vindima
De cada sonho
Fica a cepa a sonhar outra aventura…
E que a doçura
Que se não prova
Se transfigura
Numa doçura
Muito mais pura
E muito mais nova…
Miguel Torga
terça-feira, 8 de julho de 2008
Autores
da vontade da luz
São de festa os seus gestos corpo
adentro e há cantigas que só soam
quando a dois. No despontar do Verão,
brincam palavras com palavras enleadas
na vontade da luz em se florir
Vasco Pontes
Dovoar
São de festa os seus gestos corpo
adentro e há cantigas que só soam
quando a dois. No despontar do Verão,
brincam palavras com palavras enleadas
na vontade da luz em se florir
Vasco Pontes
Dovoar
segunda-feira, 7 de julho de 2008
Autores
A pão nos sabem as palavras
quando a brisa do sul nos roça a cara.
Seguro, nas duas mãos, as tuas mãos
e sob o peito (o teu, o meu), alastram ramos
transparentes, que sustêm, na casa,
a trave-mestra, como se a raíz
de cada árvore nos amarrasse,
as veias, ao destino comum do coração.
Graça Pires
Quando as Estevas Entraram no Poema
quando a brisa do sul nos roça a cara.
Seguro, nas duas mãos, as tuas mãos
e sob o peito (o teu, o meu), alastram ramos
transparentes, que sustêm, na casa,
a trave-mestra, como se a raíz
de cada árvore nos amarrasse,
as veias, ao destino comum do coração.
Graça Pires
Quando as Estevas Entraram no Poema
domingo, 6 de julho de 2008
Autores
NINFA
No bosque. Ninguém a viu.
Flor aberta, flor fechada.
Por que vibraram os deuses
Sua beleza ignorada?
Por que passou pelo bosque
tão amável perfeição,
se pelo bosque passava
apenas a solidão?
Alberto de Lacerda
No bosque. Ninguém a viu.
Flor aberta, flor fechada.
Por que vibraram os deuses
Sua beleza ignorada?
Por que passou pelo bosque
tão amável perfeição,
se pelo bosque passava
apenas a solidão?
Alberto de Lacerda
quinta-feira, 3 de julho de 2008
quarta-feira, 2 de julho de 2008
segunda-feira, 30 de junho de 2008
Outra Janela...
domingo, 29 de junho de 2008
Autores
JOGO
Os teus dedos perlam
E
Rolar empurrar provocar adular
Torturar sentir dormitar estremecer
Flutuam à minha volta.
Rompe-se a cadeia!
O teu corpo agiganta-se!
No brilho das luzes baixam os teus olhos
E sorvem-me
E sorvem sorvem
Crepusculam
Fervilham!
As paredes afundam-se!
Espaço!
Só
Tu!
August Stramm (1874-1915)
Trad. de João Barrento
Os teus dedos perlam
E
Rolar empurrar provocar adular
Torturar sentir dormitar estremecer
Flutuam à minha volta.
Rompe-se a cadeia!
O teu corpo agiganta-se!
No brilho das luzes baixam os teus olhos
E sorvem-me
E sorvem sorvem
Crepusculam
Fervilham!
As paredes afundam-se!
Espaço!
Só
Tu!
August Stramm (1874-1915)
Trad. de João Barrento
sexta-feira, 27 de junho de 2008
quinta-feira, 26 de junho de 2008
Vamos ajudar...
Vamos ajudar!
A forma de ajudarmos é muito simples, colocar um post com o texto que abaixo indicarei e pôr a imagem que segue, num local visível e com o título: À roda do João Maria. Entretanto passem a palavra e convidem os vossos amigos bloggers a fazerem o mesmo. Acreditem que podemos fazer a diferença.
O João Maria, tem 21 anos e é pintor. Neste momento tem cataratas e por isso necessita ser operado aos olhos. Mas a Médis informou que o seguro não cobre esta operação pois o João tem um cromossoma 21 a mais...inacreditável não é? Obriguemos a Médis a fazer o que é correcto, enviando uma reclamação para o seguinte mail: uac.medis@millenniumbcp.pt
Aproveitem e visitem o blog do João Maria aqui.
E agora mãos á obra!

A forma de ajudarmos é muito simples, colocar um post com o texto que abaixo indicarei e pôr a imagem que segue, num local visível e com o título: À roda do João Maria. Entretanto passem a palavra e convidem os vossos amigos bloggers a fazerem o mesmo. Acreditem que podemos fazer a diferença.
O João Maria, tem 21 anos e é pintor. Neste momento tem cataratas e por isso necessita ser operado aos olhos. Mas a Médis informou que o seguro não cobre esta operação pois o João tem um cromossoma 21 a mais...inacreditável não é? Obriguemos a Médis a fazer o que é correcto, enviando uma reclamação para o seguinte mail: uac.medis@millenniumbcp.pt
Aproveitem e visitem o blog do João Maria aqui.
E agora mãos á obra!

À roda do João Maria
quarta-feira, 25 de junho de 2008
Outra Janela...
Nota:
A Casa de Maio não vai fechar a porta, apenas abrandar o ritmo.
Um abraço,
Maria P.
domingo, 22 de junho de 2008
Ao entardecer...
A voz
Da tua voz
o corpo
o tempo já vencido
os dedos que me
vogam
nos cabelos
e os lábios que me
roçam pela boca
nesta mansa tontura
em nunca tê-los...
Meu amor
que quartos na memória
não ocupamos nós
se não partimos...
Mas porque assim te invento
e já te troco as horas
vou passando dos teus braços
que não sei
para o vácuo em que me deixas
se demoras
nesta mansa certeza que não vens.
Maria Teresa Horta
Da tua voz
o corpo
o tempo já vencido
os dedos que me
vogam
nos cabelos
e os lábios que me
roçam pela boca
nesta mansa tontura
em nunca tê-los...
Meu amor
que quartos na memória
não ocupamos nós
se não partimos...
Mas porque assim te invento
e já te troco as horas
vou passando dos teus braços
que não sei
para o vácuo em que me deixas
se demoras
nesta mansa certeza que não vens.
Maria Teresa Horta
sexta-feira, 20 de junho de 2008
quinta-feira, 19 de junho de 2008
terça-feira, 17 de junho de 2008
Autores
Recorda sempre a casa de seus pais,
enquanto foi criança, como se aquecida
por uma lareira
que nunca precisou de lá existir.
David Mourão-Ferreira
enquanto foi criança, como se aquecida
por uma lareira
que nunca precisou de lá existir.
David Mourão-Ferreira
segunda-feira, 16 de junho de 2008
domingo, 15 de junho de 2008
Autores
Não Choro...
A dor não me pertence.
Vive fora de mim, na natureza,
livre como a electricidade.
Carrega os céus de sombra,
entra nas plantas,
desfaz as flores...
José Gomes Ferreira
A dor não me pertence.
Vive fora de mim, na natureza,
livre como a electricidade.
Carrega os céus de sombra,
entra nas plantas,
desfaz as flores...
José Gomes Ferreira
sexta-feira, 13 de junho de 2008
Bom fim-de-semana...
Foi este o tema da semana no blogue Palavra Puxa Palavra .
Foi esta a fotografia da Casa de Maio.
Foi este o meu olhar, o Sol a nascer a Oeste é uma miragem ...
quinta-feira, 12 de junho de 2008
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